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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aeronaves à jato na Segunda Guerra Mundial.

Em 1910 um sujeito chamado Coanda apresentou uma aeronave que supostamente poderia voar sem hélices. Era um modelo seu que alguns historiadores consideram como sendo a primeira ideia de uma aeronave à jato.

Aeronave de Coanda no Salão Internacional de Paris, em 1910.
Fonte: Jet100.com, que contém dados completos da aeronave
32 anos depois, ainda no decorrer da Segunda Guerra Mundial, o avião movido à reação já era uma realidade (aqui arredondando à jato os movido a foguete também). 

Pela capacidade tecnológica, experiência em engenharia aeronáutica, local para testes e - claro - dinheiro, apenas alguns dos beligerantes puderam desenvolver esse tipo de avião e, ainda assim, muitos chegaram quase no final da guerra, não criando, dessa maneira, circunstâncias para um dogfight entre dois aviões à jato.

Contudo, todos que leem sobre a Segunda Guerra Mundial, se encantam e se assombram com os Me163, Me262,  Gloster Meteor, os  Okha, japoneses. E havia mais, como o Campini italiano e o Shooting Star, dos EUA.

Abaixo, excelentes desenhos de algumas aeronaves desse tipo que voaram, quase voaram ou só serviram como experiência, naquele conflito. Foram extraídas do site WW2Drawings, que merece uma visita demorada.




Será que o japão recebeu ajuda tecnológica da Alemanha? Nããão, o J8M1 ser idêntico ao M3163 foi só coincidência ;-)
















Os custos econômicos da Segunda Guerra Mundia, por Causa::


Um artigo muito bom extraído do blog Causa::

A visão econômico é pouco lembrada por muitos leitores das histórias da Segunda Guerra Mundial, mas um dos pontos essenciais em se tratando de polemologia. Vale a pena ler o trabalho abaixo. O estilo é divertido, tornando light um assunto tão complexo. 

Quando se fala em Segunda Guerra Mundial, sempre se pensa – corretamente – que a derrota dos nazistas significou a eliminação de um enorme problema para toda a humanidade. De fato, essa visão é correta, mas o esforço mundial – talvez a única vez em que a humanidade realmente optou por escolher uma boa causa – teve custos. Os custos morais, conhecemos bem; os humanos, ninguém ignora. Mas e os custos econômicos? Todo mundo sabe que guerra é uma coisa cara, e quanto terá custado a Segunda Mundial?

Existem muitos estudos a respeito. Esse blogueiro fanático por tecnologia nunca foi chegado à economia – apenas o necessário pra poder ler jornal sem se sentir idiota. Entretanto, tentarei, nesse “post” – depois de um mês de férias – levantar algumas questões. Nada de muito complicado, pois se Guido Mantega certamente quebraria a cara caso tentasse falar de couraças sloop e esteiras de alto torque, o redator também pagará mico se tentar aprofundar-se demais.

Agradeço a sugestão do tema à Vânia Grosso, que, aparentemente, perde tempo lendo meus papers de “pesquisador de domingo”. Eu mesmo nunca tinha pensado em visitar esse assunto.

Então, obrigado, Vânia! E divirtam-se todos! Não deixem de visitar o blog, pois irei, como sempre faço, melhorando os recursos de pesquisa, ao longo da semana::

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Afinal, qual foram os custos econômicos da Segunda Guerra Mundial? Numa palavra, apenas? Imensos. Num número? Cinco trilhões de dólares.

Parece muito? E é. Foi calculado pela Universidade de Oxford, em 1986. Em números de 1940, dá uns 288 bilhões de dólares. Em qualquer língua, é um dinheirão.  Mas “enquanto muitos observadores falam sobre o estímulo econômico que resultaram dos gastos da guerra, e os aspectos que dizem respeito à formação do caráter militar de nosso tempo, muitos economistas vêem a guerra como um ônus insuperável para os participantes diretos, bem como os indiretos. Os custos indiretos da guerra envolvem os gastos dos estados envolvidos, dos materiais destruídos e danificados, e os custos sociais da perda de vidas. Ainda que reconheçam esses custos, os economistas, de longa data  têm também reconhecido os impactos adicionais e decorrentes que a guerra teve sobre a vida econômica de participantes e não-participantes.”

O texto acima, extrato de um artigo maior e bastante interessante, que apresenta esse aspecto da Segunda Guerra e levanta questões inusitadas sobre o assunto. Mas vejamos um tópico que todos podemos entender: pensemos nas fotografias e nos documentários. Até hoje, nunca se observou destruição igual (ainda bem!..). A infra-estrutura industrial e urbana da Europa sofreu danos da ordem de 65 por cento (algo como se, em cada cem casas, 65 tivessem sido destruídas ou sofrido algum estrago); no caso da União Soviética, é impossível calcular. Aproximadamente 40 milhões de pessoas perderam a vida, e uns 100 milhões sofreram ferimentos; dentre estes, cerca de 5 milhões ficaram inválidos, de alguma forma. Em resumo: a Europa Ocidental chegou em 8 de maio de 1945 quase falida; a Rússia européia, totalmente arruinada; o Japão, queimado quase até o nível do solo. O mundo tinha muitas feridas para lamber.

Havia também o problema de que a indústria, em todos os países, estava totalmente adaptada para a produção de guerra. As outras áreas, ditas “civis” ou “de tempo de paz” tinham sido reduzidas ao máximo. Basta ver que, nos EUA, entre 1941 e 1946, não foram produzidos automóveis para o mercado civil (apenas por encomenda do governo, para coisas tipo polícia, ambulâncias, ônibus e táxis); a produção de mobiliário ou roupas civis, em alguns países (a Alemanha e a União Soviética, por exemplo) reduziu-se em mais de 80 por cento. Isso tudo constituiu um problema, pois quando a guerra acaba, não se trata apenas de parar de produzir material militar, mas adaptar toda a indústria para um tipo de produção cuja lógica e organização são inteiramente diferentes daquelas adotadas até então. A indústria bélica lança mão de projetos, fabricação e controle de qualidade diferentes dos adotados pela indústria civil. Uma fábrica de eletrônicos (como a Philco, em Filadélfia, ou a Telefunken, de Berlim, vamos dizer) tem, por exemplo, preocupações com o acabamento do produto que a indústria militar não precisa ter. Essa última leva em conta, em seus produtos, principalmente a funcionalidade. O produto não precisa ser bonito, e sua ergonomia tem de estar totalmente articulada com a finalidade de uso. Em tempos de guerra, a indústria bélica também não precisa se preocupar em disputar mercado. Os governos compram tudo; financiamento da produção, cobrança e pagamento de impostos também mudam completamente. Veja-se, por exemplo, os acordos lend-lease (“empréstimo e arrendamento”), inventados por Rooselvelt em 1940, para ajudar a Inglaterra: tudo quanto é tipo de equipamento militar passou a ser entregue aos britânicos com descontos de até 80 por cento no preço final – e financiado. Uma boa parte desses descontos era obtida através da redução nos impostos normalmente cobrados à indústria. Só isso, entretanto, não bastava: os governos tinham de financiar a indústria, e se financiavam emitindo títulos de várias espécies (os mais conhecidos eram os “bônus de guerra”, pagáveis após o fim da guerra  – até o governo brasileiro fez isso…). Isso significa que, depois da guerra, a dívida terá de ser paga. Ou seja: muitos governos (o Reino Unido, por exemplo), acabaram a guerra quebrados.

Este foi um dos motivos (não o único) que levou o Partido Conservador de Churchill a perder a eleição geral de 1945. O que a oposição lá começou a se perguntar é como o Estado cumpriria as promessas feitas à população quando a mobilização geral começou, em 1940 (a tal “finest hour” do verão de 1940). Segundo o governo conservador, depois da guerra aconteceria o advento de um verdadeiro paraíso para as classes trabalhadoras. Na Inglaterra, as promessas do governo colocaram em movimento mudanças sociais profundas, liberando as reinvindicações da sociedade. Essas possibilidades foram sistematizadas em 1941, num documento chamado “Relatório Beveridge” (de William Beveridge, um economista conservador a serviço do Partido Trabalhista). Esse documento analisava as mudanças que teriam de ser implementadas pelo governo, depois da guerra, nos serviços sociais, e concluía que o objetivo dos governantes – independente da coloração política – teria de ser manter o pleno emprego como forma de expandir a economia e financiar a coisa toda. O problema é que, já a partir de 1943, ficou claro que não haveria dinheiro para pagar essas mudanças. John Bull estava com os bolsos vazios.

Se era assim na Grã-Bretanha, imagine-se no resto do mundo. Poucos países ganharam com a guerra, exceto os Estados Unidos. Estes entraram na guerra quando a situação militar estava mais-ou-menos consolidada – a Alemanha tinha sido contida (já tinha perdido a Batalha da Inglaterra e sido detida diante de Moscou) e o Japão, apesar do arranque inicial, era, de fato, um adversário de segunda categoria. A mobilização da sociedade norte-americana já tinha começado, paulatinamente, desde 1939. A conversão da indústria foi feita por via de uma articulação através de comissões de alto nível armadas pela administração Rooselvelt. Foram convocados líderes de classe, tanto capitalistas quanto trabalhadores, e a sociedade foi chamada à luta por via das organizações civis – imprensa, igrejas, escolas, agências de seviços – acenando o governo com o final definitivo da Depressão.

Além disso, os EUA não foram atingidos pelos combates (o que, na guerra moderna, faz enorme diferença) e teve apenas danos periféricos em sua infra-estrutura, como perda de navios mercantes e instalações no ultramar. Uma vantagem pouco conhecida foi o fato de que, como os EUA se mantiveram neutros após o início das hostilidades na Europa, os capitalistas norte-americanos não retiraram seus investimentos da Alemanha imediatamente, e puderam faze-lo de forma planejada. Em muitos casos a retirada foi feita com a anuência dos nazistas. E esses investimentos não eram pequenos.

Um exemplo desse processo é interessante: o gigantesco trust General Motors Co. era dono de 100 por cento da empresa Opel, de Hamburgo. Essa empresa, produtora de veículos civis e máquinas industriais, passou, a partir de 1937, a produzir o caminhão médio “Blitz S“, que se tornou, em 1938, o principal veículo de transporte não-protegido da Wehrmacht (Forças Armadas Alemãs). Em 1939, o governo nazista propôs a aquisição, a médio prazo, de 20000 desses veículos. No ano seguinte, acabou propondo a aquisição do controle da empresa, encerrando a participação dos norte-americanos e a produção de veículos civis. A GM pode, assim, retirar seus capitais da Alemanha antes que os dois países se tornassem inimigos. Aconteceu a mesma coisa com diversas outras empresas – inclusive algumas fábricas de armamento.

Outro ponto crucial foi o fato de que, a partir de 1940, a “City” londrina deixou de ser o ponto de convergência dos capitais excedentes do mundo. Em termos simples, isso quer dizer que o dinheiro gerado pelos investimentos produtivos britânicos era reinvestido e redirecionado por bancos situados em Londres. Essa situação já estava mudando desde a Primeira Guerra Mundial, com Nova Iorque se convertendo no ponto de cruzamento do capital financeiro internacional. Depois de 1940, essa situação mudou em definitivo, e Wall Street transformou-se na “esquina mundial” do dinheiro. Talvez tenha sido esse o grande ganho dos EUA com a guerra: a grana do planeta passou a ter seu pouso em Nova Iorque. Isso significou que, a médio prazo, as fontes de financiamento da economia produtiva em todo o mundo passavam a depender de banqueiros dos EUA. Passou a valer a máxima de que “quem parte e reparte e não fica com a maior parte ou é bobo ou não tem arte” – e todos sabemos que “arte” nunca faltou ao grande capital norte-americano…

Claro que uma situação assim não teria sido possível sem um total acordo das autoridades políticas e econômicas dos EUA, e a anuência – ainda que forçada – dos britânicos e dos “governos no exílio” instalados em Londres (que, na prática, não mandavam nada, mas eram mantidos cuidadosamente com vistas ao pós-guerra). A partir de 1942, quando a vitória dos Aliados tornou-se questão de tempo, Rooselvelt começou a sonhar com o  “mundo de paz” após a guerra, e seus planejadores receberam ordens de pensar em como funcionaria esse mundo. A principal idéia foi que as potências – na época, imaginava-se EUA, Reino Unido (o que incluía Canadá e Austrália) URSS e China – constituiriam uma espécie de “supervisão geral” para a manutenção da paz e dos meios da paz. A base dessa “supervisão” seria as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança. Claro que a idéia estava fadada ao fracasso, mas o projeto teve alguns resultados eficazes: um dos principais foi a conferência de Bretton Woods (bucólica cidadezinha no estado norte-americano de New Hampshire), realizada em julho de 1944. Essa conferência (na verdade, foram diversas, realizadas simultaneamente, com a presença de mais de 700 delegados de 44 países) estabeleceu um sistema de gerenciamento econômico internacional, que modelou regras para as relações comerciais e financeiras entre os países centrais e entre estes e periferia econômica do mundo. O resultado foi uma ordem monetária totalmente negociada – e melhor, chancelada por acordos diplomáticos entre Estados teoricamente soberanos. As resoluções do acordo final de Bretton Woods, estabeleceram, debaixo do guarda-chuva da ONU, a criação do Fundo Monetário Internacional (nosso FMI “velho de guerra”) e do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (o BIRD do “faça como eu digo”).

Bretton Woods não foi pouca coisa. Em meados de 1944, estava claro que um dos resultados da guerra era a criação de um enorme excedente de capital, produzido pela atividade econômica ampliada, nos EUA, Canadá e Austrália, e em regiões periféricas (como o Brasil, a Argentina e a África do Sul), e pela retração sem precedentes, nos anos anteriores, do comércio internacional regular. Esse excedente poderia provocar um enorme surto inflacionário, queda da produção e desemprego – este possivelmente agravado pela desmobilização de 25 milhões de combatentes, em todo o Ocidente. No conjunto, algo semelhante à Grande Depressão de 1929. Mas a experiência da Depressão tinha sido bem absorvida, à essa altura.

Na época em que o desastre econômico de 1929 se espalhava, as nações, aferradas ao sistema liberal, imaginaram que a instituição de controles e barreiras comerciais e de medidas gerenciais internas restritivas, tudo somado às “leis naturais do mercado”, acabariam resolvendo a crise. Não resolveram, e trouxeram, adicionalmente, o perigo de rompimento estrutural do sistema. A idéia geral levada a Bretton Woods (relativamente bem-intencionada) pelos economistas e pensadores reformistas, era evitar a repetição da situação observada entre 1930 e 1939. Nesse período, a retração do comércio internacional minou o sistema internacional de pagamentos, aprofundando a crise e criando um círculo vicioso. A política das maiores economias foi “safar-se empobrecendo o vizinho mais fraco”: aumentar tarifas alfandegárias de modo a implementar a competitividade das próprias economias e assim reduzir déficits da balança de pagamentos. Isso teve efeito contrário, a diminuição generalizada do comércio, não só mundial, mas também interno e, por conseqüência, da produção. O desemprego foi massivo. Em 1944, a idéia era que um sistema monetário mundial unificado preveniria uma nova crise.

Outro problema, articulado ao anterior, era a “aterrissagem” da economia de guerra. Em 1919, a reconversão da indústria tinha provocado uma enorme confusão, atenuada pela relativa prosperidade mundial. Não era o caso, então. A destruição generalizada e a situação de agitação social na Europa exigiria investimentos de emergência, o que dificultaria a readaptação do parque industrial.

Dois eventos indicaram o caminho a ser seguido: a Guerra Fria e o Plano Marshall.
A Guerra Fria, iniciada já em 1948, com o bloqueio de Berlim, mostrou que os EUA deveriam continuar no papel de “arsenal da democracia”, apenas reduzindo a escala. Ou seja: em vez de 350.000 aeronaves, 2.500.000 veículos de todos os tipos (inclusive 1.000.000 de caminhões) e 50.000 navios (inclusive 30.000 navios mercantes), passariam a produzir uns 20 por cento disso. Os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, principalmente na área de tecnologia e processos não diminuiriam – muito pelo contrário. Os EUA se tornariam o “laboratório do mundo”, tornando-se a “esquina da ciência e da tecnologia”, ao mesmo tempo que a “esquina do dinheiro”. Diversas guerras periféricas, surgidas a partir de 1946, como a Revolução Chinesa, a Coréia, o Oriente Médio e as diversas guerras de descolonização mostraram que seria fértil do jardim da indústria bélica.
O segundo evento foi o Plano Marshall. Trata-se de desdobramento da Doutrina Truman – basicamente, o conjunto de iniciativas dos EUA para conter a expansão do comunismo soviético e das agitações sociais. Oficialmente chamado “Programa de Recuperação Européia”, foi o principal plano dos EUA para a reconstrução dos aliados europeus, inclusive a Grã-Bretanha. O nome extra-oficial vem de George C. Marshall, comandante das Forças Armadas dos EUA durante a guerra e então Secretário de Estado dos Estados Unidos.

O plano de reconstrução foi desenvolvido em uma conferência das nações européias, em julho de 1947. Inicialmente, era previsto que a URSS e seus aliados também seriam convidados, mas o governo soviético avaliou que os acordos propostos pelos EUA significariam um retrocesso nas vantagens obtidas durante a guerra (a URSS teve um enorme desenvolvimento econômico durante o conflito, além de consolidar politicamente, o sistema comunista). Assim, Stalin determinou que nenhum país da esfera soviética estaria presente. O plano permaneceu em operação por quatro anos, a partir da assinatura do protocolo de intenções dos governos. Durante esse período, algo em torno de 13 bilhões de dólares em assistência financeira, técnica e econômica (equivalentes, hoje em dia a uns 150 bilhões de dólares) foram oferecidos aos aliados. A contrapartida foi a criação da Organização Européia de Cooperação e Desenvolvimento, sob supervisão da ONU, e a adesão incondicional ao métodos norte-americanos de organização e gerência.

Esse dinheiro era uma gota no oceano calculado em 1,5 trilhão de dólares, que foi o rendimento, calculado no início dos anos 1950, obtido diretamente pelo sistema econômico dos EUA, com a guerra. O Japão e a Alemanha perderam o status de potências militares, sendo o primeiro ocupado pelos EUA e o segundo dividido em dois Estados, Alemanhas Ocidental e Oriental. A Inglaterra e a França, simplesmente falidas, perderam seus impérios coloniais, e, com estes, foi-se a ordem econômica internacional pré-guerra. Teria início então uma nova fase, com o mundo dividido entre o capitalismo e o comunismo, num embate ideólogico e econômico entre americanos e soviéticos, que persistiria por mais de quatro décadas.

Tangencialmente, Canadá e Austrália também ganharam com a guerra, visto que boa parte do que restava do capital disponível em circulação no Império Britânico foi transferida para esses países. É bem conhecida a “mudança de endereço” dos ativos do Banco da Inglaterra para o Canadá, em 1940, e suas conseqüências. Esse país, formalmente membro da Comunidade Britânica, saiu da guerra como a quarta potência econômica do mundo, recebendo inclusive parte das indústrias e trabalhadores especializados que não puderam permanecer na Inglaterra, em função da luta contra a Alemanha.

Em menor escala, a Austrália também foi afetada positivamente, embora fortemente afetada pela interrupção das comunicações com a Europa (o mesmo se deu com a Nova Zelândia) e pela guerra no Pacífico, contra o Japão. Esses dois países passaram, a partir de 1942, a constituir uma das duas retaguardas das operações contra o Império Nipônico, o que significou que passaram a ser amplamente subsidiados pelos EUA. Embora tenham contribuído com o esforço de guerra de maneira considerável, como o Canadá, não chegaram a ter grandes prejuízos, pois os combates ficaram longe de seus territórios. O problema é que foram todos bastante afetados pela participação no esforço de guerra britânico, já que, em teoria, constituíam um único organismo político, e estavam obrigados por acordos que remontavam ao final do século XIX, a colaborar ativamente na defesa das Ilhas Britânicas e do Império. Basta dizer que um terço dos efetivos das forças armadas britânicas era constituído por naturais do Canadá. Ainda assim, a economia canadense, muito afetada pela Grande Depressão – era fornecedora de matérias-primas, alimentos e insumos para a Grã-Bretanha – recuperou-se com a guerra, embora tenha se tornado, no processo, ainda mais dependente dos EUA do que era da “velha Albion”.

A periferia, para variar, não ganhou nada com a guerra. Países como Argentina, Uruguai, Brasil e África do Sul acumularam enormes créditos com os países centrais – inclusive os EUA -, dinheiro que poderia ter sido aplicados no desenvolvimento sócio-econômico dessas regiões. A Argentina tinha aproximadamente 2 bilhões de dólares em ativos, e a enorme vantagem de que esses ativos estavam, em grande parte, disponíveis, pois o país conseguiu ficar neutro durante quase toda a guerra, vendendo matérias-primas e alimentos tanto para os EUA quanto para a Grã-Bretanha, e recebendo investimentos e “dinheiro fugido” da Alemanha. Um plano de desenvolvimento mal-elaborado e a megalomania de Juan Domingo Perón, que pretendia tornar o país uma potência regional, acabaram com grana em menos de vinte anos (o que confirma outra máxima: “o tolo e seu dinheiro logo se separam”). Perón e seus sucessores tiveram a fantasia de estabelecer uma indústria local de armamento, e contrataram engenheiros alemães, nazistas irrecuperáveis, que não se mostravam dispostos a trabalhar nem mesmo para o Ocidente. No caso do Brasil, pode-se dizer, com certeza, que o país foi vergonhasamente tungado por seu aliado. “O tratamento com o Brasil, no pós-guerra, foi muito injusto. Não tivemos ressarcimento dos ônus impostos pela guerra por termos sido excluídos da Conferência de Reparações de Guerra, em Paris, conforme nos estava assegurado pelos Acordos de YALTA e POTSDAM.” O alinhamento automático aos EUA, a partir de 1947, representado pela adesão incondicional ao “sistema panamericano” (outro desdobramento da “doutrina Truman”), viria a render mais problemas que vantagens. “Não recebemos bens de capital para o nosso desenvolvimento, a fim de sair da economia de guerra para a de paz sem grande descompasso.” Mais do que isso, fomos chamados a “colaborar” na reconstrução da Europa (!!!), gastando nossos créditos em bens de consumo da renascida indústria deles (automóveis Citroën, Renault “rabo-quente” e Morris, relógios e máquinas fotográficas feitas na Alemanha Ocidental e máquinas de costura italianas) e bugigangas, muitas bugigangas de “matéria plástica”, que pelo menos renderam muita gozação.
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domingo, 27 de fevereiro de 2011

O P-47 da Base Aérea de Campo Grande: agora ele voa!

Meus amigos, graças à importantíssima ajuda de nosso amigo Jackson Flores Jr., pudemos levantar os dados do P-47 que ficava como monumento em frente à Base Aérea de Campo Grande (BACG). Ele foi restaurado e voa hoje nos Estados Unidos!

O ex-P-47 da Base Aérea de Campo Grande apresentando-se no show aéreo em
Everett, Washington, EUA, em 28/08/2010.
Oficialmente na FAB ele era o F-47 FAB4192. Número de construção (construction number c/n 39955945), Número USAF 45-49406, atualmente matrícula civil N7159Z.

Foi construído como um P-47D-30-RA, mas foi posteriormente modificado para o padrão P-47D-40-RA. Até ser comprado pela FAB, passou pelo 138th Fighter Squadron, 141st Fighter Squadron e 108th Fighter Bomber Wing, EUA. Retirado de serviço, ficou à disposição na Base Aérea de Tinker.


Quando foi comprado pelo Brasil, em 30/10/1953, foi direto para o 2º/5º GAv (Esquadrão Joker), em Natal. Em 11/07/1957 vai para Fortaleza (BAFZ), onde é integrado ao 1º/4º GAv (Esquadrão Pacau), hoje (2011) situado em Manaus. Isto é, nunca serviu no Senta a Púa (nem durante a guerra e nem depois). 


Um dos F-47 Thunderbolt que serviram na BAFZ, até cerca de 1958.
Fonte: Poder Aéreo

Nessa época os agora F-47 da FAB são retirados do serviço ativo na Força Aérea Brasileira e o FAB4192 é destinado à instrução no solo. É distribuído ao CTA em 14/01/1960. Ali passa um bom período, tendo sido transferido para ser monumento na BACG por volta de 1970, quando essa unidade foi inaugurada.


O FAB 4192 como monumento em frente à BACG.
Foto: Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira
Fica na capital do Mato Grosso do Sul até 1984, quando retorna para Natal a fim de ser colocado num monumento na BANT (Base Aérea de Natal). Em 1988 é retirado da BANT e transportado ao MUSAL a fim de ser utilizado em transação de troca de aeronaves entre o MUSAL e a empresa Airplane Sales International (Santa Monica, CA). É transportado por via aérea do Rio de Janeiro à Base Aérea de Andrews, nos EUA.


Em solo norte-americano, passou por vários proprietários: Victor Haluska/Santa Monica Propeller Inc. (Santa Monica, CA), Dick Wixom/Wixair Inc. (Janesville, WI) e Flying Heritage Collection, (Bellevue, WA), esta última, junto com Vulcan Warbirds Inc. (Seattle, WA), iniciaram o processo de sua restauração.

O ex-FAB4192, agora N7159Z. Lindo!!!
Fonte: 
http://www.flickriver.com/groups/p47thunderbolt/pool/
O P-47 foi todo desmontado, revisado e sua pintura retirada. Enquanto não terminava sua restauração, ficou em exposição estática no hangar da Flying Heritage Collection. Até que em 2007 - 50 anos depois de ter feito seu último voo - decola no EAA Arligntin Fly-in.


Finalmente, o voo ...
Fonte: Airliners.net por Kevin Scott
Mas a FHC queria homenagear algum P-47 que lutou na Segunda Guerra Mundial e escolheu o esquema do Tallahassee Lassie, que foi pilotado pelo major Ralph G. Jenkings e registrou duas vitórias com seu caça.


Tallahassee Lassie, P-47D-30-RA, USAF 44-33133, Código 2Z-T.
Foto: Nose Arts 510 FS
Veja abaixo um close do nose art já no nosso ex-FAB4192.


Pois é, não é o Senta a Púa, mas tá valendo ;-)
Foto: DSChultz742
E pelo que se tem notícia, vem voando desde então.


Aqui o Tallahassee Lassie voa muito bem acompanhado com o Bad Kitty (F7F Tigercat)
É isso ai, memória recuperada! De um pedestal para o ar. Fantástico!!! Bons voos, caro FAB4192! Bons voos Tallahassee Lassie!










P-47s durante a Segunda Guerra Mundial. Apenas para se ter uma ideia 
doque esses aviões podiam fazer (e fizeram!)


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China envia fragata para escoltar navios de refugiados na Líbia.



Texto: Plano Brasil
Autor: E.M.Pinto
A China enviou um dos seus navios de guerra mais modernos para proteger os navios que apoiam a retirada de milhares de seus cidadãos da Líbia.
Esta é primeira operação na história da Marinha da potência asiática no Mar Mediterrâneo, bem como, o primeiro emprego do equipamento militar em uma missão de evacuação de civis.

http://www.china-defense-mashup.com/wp-content/uploads/2011/02/530-frigate.jpg
Type 054A Jiangkai II

A marinha chinesa deslocou a Xuzhou-530 ( Type 054A Jiangkai II), uma fragata de 4.000 toneladas de deslocamento, que foi lançada em Setembro de 2006 e comissionada em Janeiro de 2008, ou seja tem apenas dois anos de idade.
Helicóptero Z-9
A moderna fragata é equipada com mísseis e torpedos, seu arsenal mísseis anti aéreos HHQ-16 anti-navio Yingji-83 e transporta um helicóptero Z-9.
A Fragata estava sendo operada em missões anti-pirataria ao largo da costa da Somália, na região do Golfo de Aden. De acordo com um comunicado no site do Ministério da Defesa chinês, a Xuzhou ( lê-se Chuzou) foi despachada para a costa e da Líbia nesta quinta-feira.
O governo chinês também enviou navios e aviões civis para evacuar cerca de metade dos 30 mil cidadãos chineses na Líbia, devido as complicações da escalada da violência que assolam o país.
Yingji-83

A agência de notícias estatal Xinhua, descreveu a operação como a maior evacuação de civis de uma nação estrangeira já efetuada pena China.
Analistas internacionais no entanto afirmam que, a evacuação dos civis reflete a crescente pressão sobre o governo da China para proteger enorme número de cidadãos chineses que vivem e trabalham no exterior, especialmente em regiões instáveis, onde a China está a procurar fornecimentos de petróleo e outras matérias-primas essenciais para alimentar sua economia em expansão.
Versão terra-ar do míssil HQ 16
O deslocamento da Xuzhou ilustra a crescente capacidade militar chinesa para operar muito além das margens da própria China, a fim de proteger os seus interesses, incluindo a segurança dos seus cidadãos e empresas, bem como, no reforço da imagem pública da Marinha.
A missão Xuzhou poderia ajudá-la a assegurar o financiamento do programa de expansão da Marinha do Exército Popular da China, especialmente no programa de desenvolvimento de aviões embarcados, de acordo com Andrew Erickson, Professor do Strategic Research Department do U.S. Naval War College:
“As autoridades econômicas chinesas têm agora um precedente para futuras operações militares em áreas onde a vida e a propriedade dos expatriados da RPC (República Popular da China) e os seus cidadãos estão sob ameaça.”
A participação da China nas patrulhas anti pirataria, foram iniciadas em Janeiro de 2009 e eram vistas como um marco no desenvolvimento naval do país, uma vez que os seus navios até então apenas patrulhavam as suas águas territoriais e sequer tinham visitado o litoral Africano depois de vários séculos.

Revoltas no Egito e vizinhos: primavera do mundo árabe


Revoltas no Egito e vizinhos: primavera do mundo árabe.
Entrevistado o perito em diálogo com o islã, Samir Khalil Samir
ROMA, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Para o padre Samir Khalil Samir, jesuíta egípcio, professor de teologia e de islamologia no Pontifício Instituto Oriental e um dos maiores peritos do mundo em diálogo entre cristãos e muçulmanos, o atual movimento é uma “primavera” no mundo árabe, um novo passo rumo à democratização. Veja sua entrevista à ZENIT.

- Que leitura o senhor faz das recentes manifestações no Egito, que derrubaram o regime de Mubarak, e também das manifestações da Tunísia, Argélia, Irã e Líbia, pedindo o fim dos velhos regimes?
Pe. Samir Khalil Samir: Esses movimentos nasceram mais ou menos espontâneos; uma maioria de jovens, sem partidos políticos nem grupos organizados. É uma reação massiva, do povo.

Um segundo ponto em comum entre todos esses movimentos é que eles se voltam contra regimes de décadas, como é o caso da Tunísia (21 anos), do Egito (quase 30 anos), da Líbia (42 anos), do Iêmen (21 anos)... Tudo isso, praticamente em todo lugar, quer dizer que as pessoas estão esgotadas, que elas querem uma mudança e manifestam isso dizendo “Fora!”. Os lemas em árabe dizem irhal (ارحل), que significa “Vá embora!”. É um grito de “basta!”. Aliás, o movimento de oposição a Mubarak se chama em árabe “Basta”, Kefaya.

O terceiro aspecto que me impressiona, e que também é comum a todos esses países, é a motivação, essencialmente a de arrumar trabalho, fazer uma família, viver com um mínimo de decência. No caso da Tunísia, tudo começou com aquele jovem que tinha se formado e não achava trabalho, e que resolveu juntar o pouco que tinha, comprar um pouco de verdura e vender na rua. E aí chega a polícia e fala: “Você não tem autorização”, e leva embora toda a mercadoria. A vida daquele jovem desaba no ato, ali, quando ele estava lutando para viver, e ele tocou fogo em si próprio! Foi isto o que suscitou esse movimento na Tunísia.

Tunisian fruit vendor Mohamed Bouazizi Burns Himself in Protest
Fonte: The peoples point of view.
No Egito encontramos quase 30 milhões que vivem com menos de dois dólares por dia, o que não dá para viver nem sequer com a máxima das simplicidades. E esta é a situação em todo lugar.

Tudo em fortíssimo contraste com os responsáveis, com os governantes, que não é que apenas não têm problemas, mas que levam uma vida de luxo; sabemos que eles são riquíssimos, que eles têm não milhões de dólares, mas bilhões. Até aqui tudo isso tinha sido aceito, mas agora chegou a reação: não dá, não é justo.

Uma quarta característica que me surpreendeu é que não houve agressividade, como normalmente acontecia, contra ninguém. Quero dizer que não atacaram a América, não pisaram na bandeira americana ou na bandeira israelense, as pessoas se preocuparam só com a vida concreta delas mesmas. E não tentaram matar ou prender os chefes do governo: eles condenaram os governantes, mas deixaram ir embora. É um movimento que não é contra alguém, mas que é pela vida, por uma vida mais decente, mais digna.

Tudo isso me faz dizer que é uma verdadeira primavera que se anuncia no mundo árabe e que esperamos que culmine em algo positivo.

- É o início de um caminho para a democratização ou pode acabar dando o poder aos radicais?

Pe. Samir Khalil Samir: Eu me inclino a dizer que estamos no rumo de mais democracia. Vendo as fotos e os vídeos, fica claro que não são jovens manipulados por movimentos radicais, extremistas. No Egito era bem claro, tínhamos por exemplo muçulmanos e cristãos juntos, e os extremistas não conseguiram jogar uns contra os outros. Os políticos também não conseguiram, desapareceram. Tentaram um pouco fazer uma contrarrevolução, mas acabaram sumindo. Não são extremistas radicais de modo algum.

O clima era quase de festa, uma festa popular. Eu vejo que eles desejam apenas mais democracia. Existe um fato que não se percebe direito na Europa, no Ocidente: que as pessoas no mundo árabe são conscientes, e elas mesmas escrevem isso todos os dias, de que o mundo árabe vai muito mal. Que estamos entre os piores do mundo. Este sentimento é muito difundido entre os intelectuais: o que nós produzimos para o bem da humanidade? E existe uma aspiração, de viver como nos outros países.

As pessoas são muito conscientes da Europa, o mundo árabe está muito perto da Europa, todos têm parentes que moram na França, na Alemanha, na Itália, na Bélgica, na Inglaterra, e sabem que aqui a vida é diferente. Sabem que aqui, apesar das dificuldades econômicas, há mais justiça; que se você precisa de um hospital, para uma cirurgia, pode ir, mesmo sendo pobre: o sistema democrático europeu permite, mesmo sem você pagar. As pessoas sabem que na Europa elas vão ser defendidas por um advogado, mesmo não podendo pagar... A justiça funciona para os pobres e para os ricos, ou pelo menos quase... Tudo isso as pessoas sabem, pelos amigos, pela internet, elas vêem cada vez mais, ou escutam os amigos contando. Isso está criando um chamado fortíssimo à democracia. Por isso eu acho que os movimentos radicais, sejam religiosos, comunistas ou de outro tipo, não são representativos nesta revolução. E não estão representados.

-Uma das “surpresas” deste movimento civil está sendo a participação tanto de muçulmanos como de cristãos. Como o senhor avalia este aspecto?

Pe. Samir Khalil Samir: Me surpreendeu, principalmente no Egito. No Egito há 10% de cristãos, e no início de janeiro aconteceu aquela tragédia em que morreram 23 cristãos numa igreja, atacados. E apesar disso, três semanas depois, vemos os cristãos e os muçulmanos juntos, de mãos dadas, levantando a cruz e o alcorão, ou símbolos, como uma bandeira com uma grande cruz e uma grande meia-lua, ou um muçulmano rezando no chão em cima da bandeira egípcia, colocando óculos de sol com a cruz e a meia-lua. Ou na sexta-feira, quando os muçulmanos se ajoelharam para rezar diante dos tanques, enquanto os cristãos, os coptas, os rodeavam para protegê-los, fazendo uma corrente com as mãos! São todos gestos de solidariedade. Os cartazes diziam: “Muçulmano e cristão, uma só mão”, “Muçulmanos e cristãos unidos contra o governo”.

Eu acho que isso também acontece porque é um movimento de jovens. Os jovens não querem mais viver no ódio, estão fartos desses conflitos dos pais deles, da geração velha, e estão dizendo para esses velhos: “Deixem-nos em paz!”. Eles não querem arrastar essas lutas para a vida deles. Eu acho que esse é o pano de fundo, as pessoas querem viver em paz, construir a sua família, o seu povo, ter uma nação mais aberta, mais evoluída.


Iron Maiden e a Segunda Guerra Mundial

Eddie num Spitfire, umas das estrelas britânicas da
avição durante a Segunda Guerra Mundial
Outro grupo que cantou a Segunda Guerra Mundial em suas letras foi o Iron Maiden. O grupo retratou a Marinha Real com o Rime of ancient Mariner e o Exército Britânico com o The Trooper. Estas, homenagens  sem nenhuma relação com a 2ªGM. 


Aces High, não. Foi composta pensando nos feitos da RAF e seus pilotos que, em resumo, impediram a invasão alemã das ilhas britânicas durante a Batalha da Inglaterra (1941).

No clip, com cenas dos combates aéreos entre a RAF (Royal Air Force) e a Luftwaffe (Força Aérea Alemã), eles demonstram a visão do jovem britânico dos 80 sobre uma Segunda Guerra Mundial já acontecida há 40 anos. Os dramas pessoais estão mais longe, restando a bravura dos combatentes para ser lembrada.  Aces high deixa um pouco dessa impressão.



Letra:

Aces High

There goes the siren that warns of the air raid,
Then comes the sound of the guns sending flak.
Out for the scramble we've got to get airborne,
Got to get up for the coming attack.

Jump in the cockpit and start up the engines,
Remove all the wheelblocks there's no time to waste.
Gathering speed as we head down the runway,
Got to get airborne before it's too late.

Running, scrambling, fire,
Rolling, turning, diving, going in again.
Running, scrambling, fire, Rolling, turning, diving,

Run, live to fly, fly to live, do or die.
Won't you run, live to fly, fly to live, Aces high!

Move in to fire at the mainstream of bombers,
Let off a sharp burst and then turn away.
Roll over, spin round to come in behind them,
Move to their blindsides and firing again.

Bandits at 8 O'clock move in behind us,
Ten ME-109's out of the sun.
Ascending and turning our spitfires to face them,
Heading straight for them I press down my guns.

Rolling, turning, diving,
Rolling, turning, diving, going in again.
Rolling, turning, diving, Rolling, turning, diving,
Run, live to fly, fly to live, do or die.
Won't you run, live to fly, fly to live, Aces high!!!

Letra: Sing356