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domingo, 2 de dezembro de 2012

Richard Vogt: do Blohm & Voss BV P.215 aos SpaceShipOne/Two?

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

Depois que perdeu a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi proibida de possuir e produzir diversos armamentos. Mas como é uma terra de geniais juristas e engenheiros, conseguiu encontrar "brechas" nos tratados e avançar em áreas que poucos ou nenhum país dava atenção. Uma delas foi a engenharia aeronáutica voltada a foguetes e propulsão à jato.

'Verein für Raumschiffahrt' (Spaceflight Society), em 1930.
Foto: 
http://www.droopsnoot.co.uk/rak2.htm
Anos mais tarde, no transcorrer da Segunda Guerra Mundial, muitos dos experimentos e teorias aperfeiçoadas durante as décadas de 20 e 30 ganharam corpo, como o foguete hipersônico V-2 e o caça a jato Me-262.

Messerscmitt Me-262.
Foto: Luftwaffe 39-45
Contudo, quando esta guerra terminou, muita coisa ainda estava sendo estudada e não teve tempo de entrar em produção. Os aliados sabiam disso e buscaram os cientistas alemães para que eles fossem para os EUA (Operation Paperclip) ou URSS, a fim de que nesses países, continuassem seus experimentos.

Von Braun, durante a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, na década de 40, e, na NASA, quando participava do Programa Apollo, na década de 60.
Assim foi com Wernher Von Braun, que trabalhou na pesquisa das V-2 e foi o pai do Saturno V, o foguete que levou o homem à Lua. Também Kurt Tank, pai do caça FW-190 e projetista do Ta-183, que deu origem ao Pulqui II argentino e - segundo muitos - inspirou os projetos do MiG-15 soviético, F-86 Sabre norte-americano e do Tunan, sueco.

Kurt Tank e seu legado:
Ta183, F-86 Sabre, MiG-15, Tunan e Pulqui II.
Mais de 60 anos depois, acreditava-se que essa influência germânica teria terminado. Noutras palavras, que a tecnologia do século XXI já teria avançado a tal ponto que as ideias originais da engenharia teutônia só serviriam para exemplos históricos. Mas não é bem assim ...

Em 21 de junho de 2004, a Scaled Composites - empresa privada que pretende fazer negócio com turismo espacial - anunciou o sucesso do voo do seu avião-protótipo, que executou com perfeição o primeiro voo espacial privado da história: o SpaceShipOne.


Já em 11 de outubro de 2010, a agora The SpaceShip Company, formada pelas empresas Scaled Composites e Grupo Virgin, fez voar o SpaceShipTwo, com a qual pretende levar turistas espaciais para voos sub-orbitais.



Essas duas aeronaves do novo milênio se parecem muito com o projeto do engenheiro alemão Richard Vogt, que trabalhava para a empresa Blohm & Voss!

Entre 1944 e 1945, Vogt esteve envolvido num programa que visava criar um caça de grande altitude, cujo desenho também serviu para uma versão de caça-noturno: o BV P.215.



Na verdade, o BV P.215 era o fim de uma longa série de projetos sob os cuidados de Richard Vogt, mas que não tinham sido construídos. Seria um caça com propulsão à jato e levaria novidades para a época, como um radar embarcado e míssies. Mas o que chama atenção nele e os SpaceShips são sua formas. As aeronaves são praticamente iguais.



Quem está acostumado a ver projetos, mockups e desenhos de veículos-conceito, sabe que  - invariavelmente - uma coisa aqui ou ali será maior, menor, mais redonda, mais fina; diferente, entre o que está desenhado e o que será construído ou entre o protótipo e a versão de produção. Dados que corroboram a afirmação de que os engenheiros da The SpaceShip Company deram uma olhadinha nos estudos de Richard Vogt ;-)

Richard Vogt.
http://www.scientistsandfriends.com/aerodynamics.html
Ah, sim, Vogt foi para os EUA, depois da guerra, e entrou na Boeing, onde fez vários estudos. Participou do projeto do Boeing 747 e de suas pesquisas resultou na adoção de winglets nas pontas das asas dos aviões.


Também outro de seus conceitos foi testado: a asa oblíqua. A ideia foi mostrada no BV P.202 (anos 40) e anos mais tarde, concretizada no AD-1, da NASA.



O cara era fera mesmo!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A fenomenal Força Aérea de Israel

Por Luiz Eduardo Silva Parreira


A Força Aérea Israelense é indiscutivelmente uma das mais bem treinadas forças aéreas do mundo! A Heyl Ha'Avir tem a missão de acertar no primeiro golpe o inimigo ... e vem fazendo isso há mais de 50 anos!

Desde sua criação, enfrentou diversos inimigos e diversos tipos de ameaças aéreas (miG19, MiG21, MiG25, Su7, SAM SA-2, etc), sendo que os aviões da estrela de Davi foram os que deram os primeiros tiros reais com os F-16 e F-15, por exemplo. E foi também a Força Aérea de Israel quem impulsionou a venda dos Mirage III, depois de serem magistralmente utilizados segundo as ideias de Mordechai Hod, um mestre do poder aéreo.

Mordechai Hod com uma maquete de um Mirage IIIC da FAI.
Fonte: Google
Neste filme, segundo as fontes que o divulgam, a abertura de um game da Jane´s, resume-se as vitórias da Heyl Ha'Avir de um modo empolgante. Se muitas propagandas de alistamento fossem desse jeito, haveria filas enormes nas portas das delegacias de alistamento  militar :-D

O vídeo abaixo está com melhor qualidade, mas em hebraico (para quem é proficiente em hebraico, tudo bem, o que não o meu caso :-)



Já este, pior em qualidade, traz as legendas em inglês (ai, sim, hein ;-), descrevendo as ações dos aviões em cada conflito. Realmente impressionante!



Um pouco mais sobre a Força Aérea de Israel (Heyl Ha'Avir) pode ser visto nos vídeos abaixo. Vale a pena assistir :-D
Israel Air force (1 - 5)


Israel Air Force (60 Minutes)




sábado, 27 de outubro de 2012

Storage rules!

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

Desde que o primeiro computador eletrônico foi inventado - o ENIAC -, o mundo da tecnologia da informação (TI) evoluiu como poucas áreas do conhecimento humano. E numa velocidade que poucos ousam afirmar onde chegaremos.

Contudo, quatro segmentos prometem durar por muito tempo: processamento, conectividade, transmissão de dados e armazenamento.



Essas tecnologias juntas dão ao homem algumas facilidades nunca vistas na sua história, como a possibilidade de acessar imensas quantidades de dados, por meio de equipamentos cada vez menores, em tempo real.



E no meio do business, alguns viram que também poder servir para o entretenimento. O share de documentários pelo youtube e outras ferramentas como ela, são um maravilhoso exemplo.

Como falamos uma língua não tão conhecida, até que certos programas cheguem por aqui (por conta de dublagem, tradução de legendas, direitos de transmissão, etc), nossos amigos anglófonos já se deleitaram com eles há meses ou anos ... e isso quando chegam =/

Mas - por meio do STORAGE, principalmente, o rei dessas 4 tecnologias de ponta - eles estão disponíveis para os vermos :-D. Eis algumas dicas:

Battle 360 - The Gray Ghost

The Yamato

The Battleships - Jutland: Clash Of The Dreadnoughts

ASAS E CORAÇÃO - REVELANDO A ESQUADRILHA DA FUMAÇA

E tem muito amais coisas por ai! Fica a dica para este final de semana ;-)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Parabéns, aviadores!

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

Em 23 de outubro de 1906, Santos Dumont voou com seu 14bis em Paris. Indubitavelmente, foi o primeiro voo do homem com algo que na época se chamava "o mais pesado que o ar". Hoje essa máquina tem o nome de avião.



Assim, no Brasil, o mês de outubro é dedicado aos aviadores. Mas nem todo aviador é piloto.

Sou daqueles que acredita que aviador pode ser muito mais do que um piloto. Ser aviador é se encantar com a aviação! É sentir-se hipnotizado com a passagem de um avião ou querer tê-los todos em fotos, livros, figurinhas, plastimodelos, aeromodelos, etc. É sentir uma tentação irresistível de ficar horas admirando uma aeronave, todas as vezes que passar por ela, mesmo sabendo quase todos os seus detalhes.

É algo mágico!

E as vezes essa mágica é materializada como nesta belíssima propagada da British Airways. Uma verdadeira poesia aeronáutica ...



Transcript:

Those first young men, the pioneers, the aviators building super highways in an unknown sky. Leaving wives and children in their snug homes, with just a kiss and a promise to return.
Roaring into the clouds to battle wind and stars.
Their safety systems built of brain and heart. They landed where there were no lights. Transforming strange names from tall tales into pictures on postcards home. And those next young men, travelling further, faster, higher than any in history and the ones who followed them, who skimmed the edge of space, the edge of heaven, the edge of dreams.
(Speedbird 1, Speedbird 1.... cleared for take off)
And we follow them up there to live by an unbreakable promise. The same four words stitched into every uniform of every captain who takes their command.

To Fly. To Serve.

Mas foi Gary Powers, piloto de U2, quem mais perfeitamente soube descrever um apaixonado pela aviação.



 
"(...) explicar a magia de voar está além das palavras!"


  Perfeito, Gary!

Parabéns, aviadores!

... ah, sim, nem todos advogam em favor de Santos Dumont. E os autores deste filminho são um dos que não creem na primazia dele. Mas tudo bem, pois, como já disse Frank Herbert, "a razão é a primeira vítima de uma forte emoção" ... e a animação é bacana :-D



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Taking a Page From Sci-Fi


From The Diplomat by James R. Holmes
The Naval Diplomat’s pal Chris Weuve recently gave an interview that will be a crowd-pleaser for naval and science-fiction enthusiasts—two communities that overlap to a striking degree, for reasons that may be worth speculating about in a future post. The exchange is mostly about Battlestar Galactica. It’s on the long side, but read the whole thing.
Battlestar Galactica
Chris dwells mainly on the mechanics of space combat. For instance, he questions whether the aircraft carrier is the right warship to project skyward as the pattern for war in the heavens. In space, after all, the carrier and its fighter and scout wings operate in the same element, an empty void, rather than different ones, water and air. The Galactica’s “Viper” fighters need no catapults to fling them into space. Pilots can fly without worrying about whether that pesky Bernoullis Law will keep them aloft. Nor do fighters fall crashing to earth after suffering battle damage, incurring equipment failures, or running out of fuel. Crippled Vipers would simply drift off, much like ships adrift at sea—well, except for that suffocating and freezing-to-death thing. Space is a particularly harsh operating environment.
Vipers
The aircraft-carrier concept largely works for me despite the differences Chris illuminates. The Galactica carries a contingent of unarmed “Raptor” scout craft capable of faster-than-light jumps, but its fighters are limited to sublight travel. (The enemy Cylons have stolen a technological march on our heroes, constructing “raiders” that manage to perform as faster-than-light fighter spacecraft. Infernal machines.) Vipers are built for speed, maneuverability, and a heavy weapons payload for close-quarters combat. These attributes consume space within their small airframes that might otherwise go to more ambitious propulsion plants. If fighters are the humans’ warfighting instruments of choice, they need a mothership to transport combat power from battle zone to battle zone. And catapults make sense, even though there’s no aerodynamic reason for them. They accelerate the Galactica’s Vipers to combat speed—furnishing a significant tactical edge from the moment the fighters clear the flight deck.
Raptor
Another naval analogy for the battlestar and its complement of Vipers and Raptors is USS Ponce. This recently refitted amphibious platform dock now acts as a floating support ship for mine-countermeasures assets and other small craft unable to sustain themselves at sea for long intervals. These ships all operate in the same element, water, but lesser craft and their crews benefit from a forward-deployed repair, refueling and rearming, and logistics base.
USS Ponce
Which leads me to the other reason the Galactica remains one of my favorite starships. The battlestars’ builders appear to have designed them in a non-cost-constrained environment. The ships can do everything, and cost is no object!! That’s every sci-fi geek’s (and every seafarer’s) dream—a man-of-war that can perform every mission, mount every offensive and defensive weapon, withstand attack because of its heavy armor and shielding, provide its own logistical support, and still offer a comfy place to lounge around in one’s off-duty hours. Captain Jean-Luc Picard tells an awestruck visitor as much in one of the Star Trek films. The economics of the 24th century, says Picard, are such that starships like the Enterprise can be built in large numbers with little thought about competing priorities.
The Galactica is an aircraft carrier. As I proposed above, it’s also a mothership. It’s also a battleship. The battlestars sport not just a secondary battery of cannon for fighting off Cylon fighters but a main battery of heavy guns for taking on Cylon “base ships,” or dreadnoughts. The ability to close with an enemy base ship for a knife fight comes in handy once or twice during the series. Being able to ignore the inescapable trade-offs among speed, armament, and protection is a fantasy all mariners entertain from time to time. They can indulge it in fiction.
One point on a different subject: Battlestar Galactica inveighs against certain hazards of high technology. “Network-centric warfare” has been a U.S. Navy mantra for two decades. But the Galactica escapes destruction at Cylon hands only because it’s an antique. It is the oldest capital ship in the Colonial fleet. Its skipper—Commander Adama, a veteran of decades of war against the Cylons—refused to upgrade its technology with networked computers. With no networks connecting individual computer consoles, the ship and its fighters are impervious to viruses of the kind the Cylons use to disable human defenses—including the defenses of scores of more advanced battlestars and their fighter wings. Lesson: golly-gee technology like GPS and networks is all very well, but let’s not become too dependent on it. The first thing a savvy adversary will try to take away in wartime is American use of satellites and the electromagnetic spectrum. Thinking about workarounds ahead of time constitutes a healthy habit for warriors. Failing to do so could bring about, well, a Colonial fate.
As a mathematician (another sci-fi-inclined crowd) might say, martial endeavors at sea don’t map to outer space on a one-to-one basis. But they don’t need to. Debating what filmmakers get right and wrong about space warfare helps us reexamine our earthbound profession in a new light.


terça-feira, 4 de setembro de 2012

Neoclassicismo 2.0: Novas relações entre Estado e Povo.

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

Nas aulas de relações internacionais e direito internacional, é comum haver entre os doutrinadores algumas dúvidas sobre quem são as pessoas de direito internacional e suas relações, pois pipocou acordos e tratados entre todo tipo de organização ou país, nos últimos anos. 

O que se nota é que a representatividade dos governos está deixando de ser absoluta no campo das ideias, e, agora, quando falarem pelo seus países, terão de estudar cada palavra, para não terem de se explicar para os seus próprios representados. Digamos que é o neoclassicismo 2.0 :-D

Noutro versar, vendo por um prisma menos macro, que nessa nova equação de poder, a opinião pública está mais forte do que nunca! E os sites de relacionamento têm dado - como a primavera árabe já demonstrou - voz àqueles que a mídia oficial nunca deixava aparecer. Como resultado tem-se que esteriótipos passam a ter rosto.

Uma excelente fotografia que resume a Primavera Árabe, na qual um manifestante escreve  a palavra Egito (em inglês), utilizando ícones da internet, o principal meio de difusão das ideias que derrubaram os governantes árabes de diversos países. Fonte PaperBlog

Está cada vez mais complicado - nas novas e velhas democracias - firmar um inimigo sem nome (difícil, mas não impossível). Com efeito, agora o morte ao Irã, a Israel, aos Cristãos, aos Árabes, enfim, morte ao inimigo genérico, passa a ser também morte ao Farshad, aquele cara legal do face; morte ao Ehud, aquele cara engraçado do Twitter; morte ao Ricardo, aquele blogueiro Católico com ótimos textos ou morte Aziz, aquele árabe com um site excelente sobre aviação.

Em veras, o conceito é antigo, pregado pelos doutrinadores católicos sob o motto: odeia-se o pecado e não o pecador. Mas que vem com força nesse início de século XXI.

Esse vídeo, de um professor israelense, resume esse outro zeitgeist. Muito bacana :-D



É a globalização chegando ao nível people, descendo da esfera Government e Business. Contudo - porque sempre tem um contudo - as instituições devem permanecer fortes e impessoais, fulcradas em valores éticos universais, pois muita gente com má índole já está usando esses novos conceitos geopolíticos para disfarçarem seus planos de extermínio de povos, conquistas de territórios ou massacre e perseguição de fiéis de outras religiões diferente da sua, a despeito de tudo o que se escreveu. 

O mal existe, a despeito de todo esforço humano, e para o combatermos, São Paulo dá uma dica na sua carta aos Gálatas (3, 16-22): combatê-lo com a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a afabilidade, a bondade, a longanimidade, a castidade, a mansidão, a fidelidade, a doçura e a temperança. É o contra-peso frente ao materialismo/racionalismo puros, que tanta coisa ruim já fez com tão pouco tempo de existência ...


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terça-feira, 31 de julho de 2012

U.S. Navy Rethinks The Silent Service


The U.S. Navy is rethinking how it will use its submarines in a future Pacific War. The problem is that a campaign against Chinese shipping is unlikely, in part because of what actually happened during the last great anti-shipping campaign, which occurred during World War II (1939-45). After the war, the U.S. analyzed its operations against Japanese shipping and found that submarines were important, but not the only weapon effective against shipping. Some 8.9 million tons of Japanese shipping was sunk or so seriously damaged (disabled) at the end of the war. Submarines accounted for 54.7 percent of this. But 16.3 percent was attributable to carrier-based aircraft, 14.5 percent to land- based planes and 9.3 percent to mines (most dropped by B-29s). Less than one percent was due to surface gunfire, and the balance of 4 percent was caused by accidents.

Because of their ability to operate in enemy-controlled (mainly by land-based aircraft) waters, submarines accounted for about 60 percent of the damage until the final months of the war. Then, during late 1944, carrier task forces went deep into enemy controlled areas, defending themselves against land-based warplanes and sinking a large numbers of ships. After April, 1945 Japanese shipping was restricted to the Korean and Manchurian runs and to shallow coastal waters. At this point the naval mines dropped by B-29s in Japanese harbors and inland waterways accounted for 50 percent of all ships sunk or damaged. That was then, but sixty years later the United States is able to monitor large ocean areas and has aircraft that are able to hit anything that's spotted.  

Meanwhile, the U.S. has adopted a new approach to any potential war with China. The U.S. Department of Defense has been told that, for the foreseeable future, there will be no more large-scale land campaigns. The air force, navy, and marines responded with a plan (AirSea Battle) that has been in the work for years. The new strategy is designed to cope with the rising power of China in the Pacific. AirSea Battle involves tighter planning and coordination of navy, marine, and navy forces, plus the development of some new weapons and tactics and cooperation with allies.

AirSea Battle has been widely accepted, as China continues to make all its neighbors nervous. That's because the Chinese name for China translates as "middle kingdom" as in "China is the middle of the world." The Chinese government, a communist dictatorship by any other name, is using nationalism to keep its pro-democracy opposition off balance. China has border disputes, expressed or implied, with all its neighbors. This has made the neighbors uneasy, especially as Chinese military forces have been modernized and more aggressive over the last decade.

While Air-Sea Battle was developed to keep the United States out of extensive land combat (the navy still has commandos and marines for brief operations ashore), those kinds of wars tend to show up when you least expect, want, or are prepared for them. For the moment, U.S. military planners believe they can avoid a large land war.

The U.S. Navy has been studying (and wargaming) the situation and that included an examination of American submarine use since World War II. After the 1960s, the U.S. shifted to using only nuclear propelled submarines. During the Cold War (1948-91), American subs were meant for use in defeating the growing Soviet (Russian) fleet. That force disappeared in the 1990s. At that point the Chinese fleet got larger and modernized, but is still nowhere near the size of the Soviet Navy. But this time the U.S. was facing a major trading nation. Unlike Russia, which was largely self-sufficient (or could get what it needed overland from neighbors), China requires thousands of ships a year to handle exports and imports. Like Japan during World War II, China is vulnerable here.

AirSea battle concentrates on military operations. But these will be heavily influenced by economic factors. For example, during World War II the United States was a largely self-sufficient "continental power." We exported much (more than any other nation on the planet), but did not have to import much. That has changed. Now the U.S. has to import a lot of its oil, special raw materials (like "rare earths" from China) and a lot of manufactured goods. The U.S. is now like much of the rest of the world, China included. If there were a maritime blockade of China, the U.S. and many other Chinese trading partners would suffer severe economic disruptions. There would be massive unemployment for all concerned and that would happen despite energetic efforts by everyone to find alternative sources to goods no longer available because of the disruption of the China trade.

Then there is the risk of nuclear war. Since the first nuclear weapons were used in 1945, there has been the longest period of peace between major powers in human history. These days a "major power" is one that has nuclear weapons and can deliver them against other nuclear armed nations. Thus any maritime blockade of China will be a very risky undertaking. That said, it can be done without submarines. Simply order the Western maritime insurance companies to withdraw insurance for ships or cargoes entering or leaving China. That will have immediate effect. China can scramble to try and replace the insurance covering, but along with the "insurance bomb" comes the U.S. declaration that the coastal waters of China are now under blockade and any ship ignoring that is subject to attack. It goes downhill from there, until compromise and moderation replace the war fever.

Meanwhile, the nuclear submarine community has done the math and found that their greatest contribution these days is not attacking enemy warships, but land bombardment with cruise missiles and intelligence collecting. Since the first nuclear subs showed up in the 1950s, only one, a British boat, has used a torpedo to sink a hostile warship. But hundreds of cruise missiles have been launched at land targets and uncounted (because they are highly classified) intelligence missions have been, and continue to be, carried out. All that is the recent past for subs, and is likely to be the future as well. World War II in the Pacific is not likely to be rerun. The U.S. Navy still expects its subs to go after enemy warships, and its surface and air forces to battle enemy subs. But a major war on shipping is much less likely.

July 6, 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

E o sul do Mato Grosso foi às armas!

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

9 de julho é feriado em São Paulo. É quando se comemora o início da Revolução Constitucionalista de 1932. Tudo para em respeito aos que lutaram e tombaram nesse conflito, que não visava à separação de São Paulo do Brasil (como difundiu a propaganda difamatória de Getúlio Vargas), mas o contrário. Irrompeu-se a luta armada buscando uma nova Constituição para o país, para tirá-lo do atraso, da insegurança jurídica e do despotismo federal pós-Revolução de 30.

 O coração bandeirante ainda bate forte, 80 anos depois, em razão dos feitos de seu povo que, em alguns pontos, antecipou os acontecimentos que ocorreriam quase dez anos depois, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos da América: toda a  economia voltada para a guerra; mulheres substituindo os  homens em tarefas industriais, pois estes estavam nos campos de batalha e o mais emocionante, a mobilização voluntária de toda a sociedade para o conflito. Em 3 dias, mais de 30.000 homens se alistaram nas fileiras paulistas!

São Paulo, em defesa da Constituição, produziu, improvisou e adaptou de tudo: granadas, capacetes, munições, morteiros e canhões. Uma imensa rede de civis auxiliava os soldados, não deixando que nada lhes faltasse, até o limite dos suprimentos, cuja escassez foi um dos motivos de os paulistas terem perdido o conflito. Senhoras cosiam meias e toucas, pois era julho, inverno. Escoteiros levavam correspondências. E é justamente um escoteiro o mais jovem soldado morto em combate na Revolução de 32,  ALDO CHIORATTO, de 9 anos e meio de idade, morto durante bombardeio aéreo em Campinas.

Invenções paulistas: granadas, carro lança-chamas, canhões ferroviários e trem blindado.
Entretanto, poucos se lembram que não só São Paulo foi às armas. O sul do Mato Grosso também foi! Campo Grande, Bela Vista, Ponta Porã, Porto Murtinho, Ladário, Três Lagoas, Paranaíba, Coxim enviaram tropas ou foram palcos de combates nos quais até aviões foram utilizados em ataques às tropas adversárias.
Uma aeronave igual aesta participou dos combates no sul do Mato Grosso: Curtiss O1-E Falcon. 
Alguns historiadores chegam a citar mais de 3.000 homens envolvidos diretamente nas lutas no território do Estado de Maracaju, nome adotado pelo sul do Mato Grosso durante o conflito. Era o sonho divisionista que se concretizava por via das armas e que durou enquanto duraram suas munições: três meses. 

E justamente por conta da necessidade de abastecimento; em virtude de o porto de Santos ter sido bloqueado por navios de guerra leais a Vargas, é que restou como a única alternativa paulista de abastecimento e escoamento a utilização da antiga rota de suprimentos das terras localizadas no centro da América do Sul: Rio Paraguai-Rio Paraná-Estuário do Prata-Oceano Atlântico, cujo principal ponto logístico possível de controle pelos constitucionalistas era a cidade de Porto Murtinho.

Porto Murtinho fica às margens do Rio Paraguai. Dali se podiam receber mantimentos vindos de diversas fontes, como o Paraguai e do Chile; estes, via aérea e pousando na Fazenda Campanário, que tinha uma linha férrea que ligava a sua sede até a cidade e seu porto.
Para lá se dirigiu a famosa Coluna de Bronze, formada por constitucionalistas do sul do Mato Grosso, que utilizaram dois canhões de montanha franceses Schneider, de 75mm. Como parte do suporte paulista ao avanço de seus aliados mato-grossenses para tomar a cidade, enviou-se um caça Curtiss Falcon, que atacou as tropas federais nos arredores de Porto Murtinho. Dias antes, os paulistas já haviam bombardeado a Base Naval de Ladário, com o mesmo tipo de aeronave. 

As tropas legalistas, com mais de 1.200 combatentes, contra-atacavam os constitucionalistas da Coluna de Bronze com pesado fogo dos canhões e morteiros do Monitor Fluvial Pernambuco. Segundo cronistas da época, como Umberto Puiggari, a batalha por Porto Murtinho a adjacências deixou mais de 300 mortos e a cidade parcialmente destruída.

Monitor Pernambuco, da Marinha do Brasil, que atacou Porto Murtinho, em 1932. 
Armamento: 2 canhões L/45 de 4.7 pol. (120 mm) em uma torre couraçada avante; 2 canhões Nordenfelt de 57 mm; 2 canhões automáticos Maxim de 37 mm. Fonte: Navios de Guerra Brasileiros
Já as forças que combateram em Três Lagoas e Paranaíba conseguiram impedir que reforços do norte do Mato Grosso e Goiás cercassem as forças bandeirantes. J. Barbosa Rodrigues comenta que ali também os combates foram ferozes. 

E em território paulista, no teatro conhecido como Frente Sul, forças do Batalhão Taunay, de Campo Grande e do 11º Regimento de Cavalaria, de Ponta Porã, lutaram para impedir que tropas vindas do sul do país entrassem em São Paulo.


Batalhão Taunay, constituídos por voluntários de Campo Grande, MS. Na época,  Campo Grande, capital do Estado de Maracaju, dissolvido e reintegrado ao Estado de Mato Grosso, depois do conflito.
Acervo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira.
Com efeito, 9 de Julho é uma data que também afetou a vida dos habitantes das terras hoje sul-mato-grossenses. Segundo o ex-Governador de Mato Grosso do Sul, Wilson Barbosa Martins, o clima na cidade de Campo Grande era de empolgação. Os professores iam dar aulas de farda e capacete. Mais de 800 homens se apresentaram para alistamento num único dia.

Cartaz da época, com as bandeiras de São Paulo e Mato Grosso.
Os combatentes do sul do Mato Grosso eram em sua maioria, soldados-cidadãos: homens comuns, de diversas profissões. Havia brasileiros e paraguaios; descendentes de japoneses, libaneses e alemães; índios, negros, brancos, pardos. Foi a nossa pequena guerra mundial, na qual todos os povos que aqui moravam pegaram em armas para a defesa da legalidade. Como lembra Puiggari, a insegurança jurídica no sertão sul do Mato Grosso era tamanha que até juízes eram intimidados com os famosos “saltos”: sua transferência de comarca quando incomodava algum apadrinhado do governo getulista.

Mas a superioridade numérica governista era evidente e depois de três meses de combates, São Paulo capitulou. No início de outubro de 1932, os paulistas cessaram fogo... mas o sul do Mato Grosso não. Aqui a luta durou até o fim daquele mês, quando a cidade de Bela Vista se entregou ao Tenente-Coronel Francisco Gil Castelo-Branco.
Desfile de 7 de Setembro de 1939, em Campo Grande, então MT. Naquele ano,  essas tropas eram do 3º Grupo de Artilharia de Dorso. Mas em 1932, esta unidade era o 1º Grupo do Regimento de Artilharia Misto, que lutou em terras paulistas. Fotos: Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira.
E diferente de São Paulo, lamentavelmente em Mato Grosso do Sul, especialmente em Campo Grande, pouca coisa existe hoje que lembre estes feitos. Daquela época ainda estão de pé (e não se sabe até quando) o prédio do Quartel-General, na Avenida Afonso Pena, de onde partiram as primeiras ordens do General de Brigada Bertholdo Klinger, Comandante Militar do Movimento; a loja Maçônica da Avenida Calógeras, que sediou o Governo do Estado de Maracaju, tendo como Governador o Dr. Vespasiano Martins; o canhão Schneider de 75 mm na frente do 2º/9º BSup, que acompanhou a Coluna de Bronze; o quartel do 18ºBlog, que sediou o 18º BC, cujos soldados lutaram bravamente em diversas frentes. Será que tais monumentos não mereceriam ao menos uma placa indicativa? Fazendo justiça ao prédio maçônico, ali há uma, colocada por iniciativa própria da entidade. Mas e nos demais pontos?

O canhão Schneider do BSup, a loja maçônica da Avenida Calógeras e o ex-Quartel General da 9ª RM, hoje sede de outras OM e da ADESG/MS.
Enfim, mais um 9 de Julho em São Paulo, quando os paulistas honram seus combatentes-cidadãos. Mais um 9 de Julho em Campo Grande, que parece fazer questão de esquecer sua história de pouco mais de 100 anos, por descaso.


Texto originalmente publicado no jornal Correio do Estado, em 09/07/2010
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Brasil e o Dia D: A FEB na Itália tem tudo a ver!

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

Ontem, dia 06 de junho, fez 68 anos do Dia D - A invasão da Normandia. Ninguém nega a importância dessa Operação. Foi um sucesso! E que junto com o avanço soviético, venceram as forças alemãs. 

Mas recursos não são abundantes para ninguém, até mesmo para um conjunto de nações. E por isso um jogo de números foi feito: redistribuir as forças aliadas para que pudessem ocupar todos os teatros de operações (evitando que bolsões de resistência pudessem ser criados) e impedir que a Alemanha recuasse suas forças ao seu território nacional e dificultasse ainda mais as ofensivas aliadas.

E é ai que entra o Brasil. As tropas americanas e inglesas na Itália, mui experientes, eram necessárias para o Dia D. Mas havia ainda muitas tropas alemãs naquele país, que poderiam tanto criar problemas lá, quanto voltarem para a Alemanha e engrossarem as fileiras das tropas de resistência ao avanço dos good guys

Um carro de Combate TIGER da Alemanha, na Itália. A Alemanha mantinha diversos  recursos de primeira linha na Itália. Além de carros de combate Tiger, havia também caças a jato Me262 lá.
Foto: German Armour in Italy
Saíram muitos soldados americanos e ingleses da Itália e entraram outros de vários países; dentre eles, os nossos Pracinhas.

"14 horas e 22 minutos do dia 16 de setembro de 1944, o Cabo Adão Rosa da Rocha, C2 (atirador) da 2ª peça, disparou contra o inimigo nazista, nos contrafortes dos Montes Apeninos, o primeiro tiro da Artilharia brasileira fora do continente sul-americano, atingindo com precisão o objetivo previsto, Massarosa". Fonte: Francisco Miranda BLOG
É incorreta algumas avaliações que comparam sem critérios a Força Expedicionária Brasileira (FEB) a outras tropas que guerrearam na Europa. Levamos 25.000 homens, 15.000 dos quais para formarem 1 Divisão, enquanto outras nações lutaram com 25, 30 Divisões!! De maneira que a forma mais justa de se avaliar a FEB é pelo cumprimento de missões. A ela foi dada uma série de missões, que as cumpriu. Pronto! Ela foi para fazer o X e o fez. 

Qualquer outra avaliação seria julgar com dois pesos e duas medidas. 

Logo, quando vemos os aliados desembarcarem nas praias gélidas da Normandia, temos também de lembrar que o Zé, o Juca, o da Silva, indiretamente, ajudaram naquela ação, segurando a barra para que os tedescos não piorassem ainda mais a vida dos Aliados ... e conseguiram isso, pois nenhuma tropa alemã que a FEB tinha de barrar, conseguiu voltar ou criar algum bolsão de resistência. Ao reverso, 16.000 se rederam à ela. 

Momento da rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã à FEB. Isso deu um trabalho danado, pois eram "só" 16.000 homens!
Se ainda acha pouco, os EUA não. Tanto que o site de história do Exército Americano usa a participação da FEB na parte das guerras que aquela força lutou, desde sua criação, como destaque naquele na Segunda Grande Guerra. É mole?

Brazilian Expeditionary Force  (BEF) by History Army at history.army.mil .
A mesma coisa quanto ao Senta a Púa, da FAB, que tem um espaço só dele, ao lado do da RAF, no Museu da Força Aérea dos EUA.

Vitrine permanente no USAF National Museum.
A FEB cometeu erros e acertos sim, como todos que naquele conflito lutaram. Isso não é demérito algum. Ao reverso! Lutaram contra um excelente e preparado exército. De maneira que quanto mais humano e comum for o soldado brasileiro, isso só torna mais bonita e honrosa sua participação na Segunda Guerra Mundial!

Abaixo, um quadro com o resumo das ações da FEB.
Victories:
Camaiore, 18-IX-1944
M. Prano, 26-IX-1944
Monte Castelo, 21-II-1945
Castelnuovo, 5-III-1945
Montese, 14-IV-1945
Zocca, 20-IV-1945
Collechio, 26-IV-1945
Fornovo, 28-IV-1945

Enemy units engaged in combat:
German
42nd Light Division
232nd Infantry Division
84th Infantry Division
114th Light Division
29th Motorized Division
334th Infantry Division
90th Motorized Division
148th Infantry Division

Italian
"Italia" Division
"Monte Rosa" Division
"San Marco" Division

FEB strength:
1st Echelon 5,075
2nd and 3rd Echelons 10,375
4th Echelon 4,591
5th Echelon 8,002
Air freighted to Italy 111
total 25,334

1ª DIE* 15,059
Other units 10,265

FEB casualties:
Killed and Missing In Action
Officers 13
Brazilian Air Force Officers 8
NCOs and other ranks 444
total 465

Wounded
in action 2,064
other reasons 658
total 2,722

Prisoners of War
Officers 1
Brazilian Air Force Officers 3
NCOs and other ranks 34
total 38

Missing 16

Enemy POWs:
General rank 2
Officers 892
NCOs and other ranks 19,679
total 20,573

Source: F.P. Cabral, "Um Batalhão da FEB no Monte Castelo", Thesaurus, 1987.Publicado em http://www.ww2talk.com/forum/allied-units-general/37835-brazilian-expeditionary-force-2.html



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