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sábado, 21 de janeiro de 2012

EApFlu Leverger, o navio esquecido da Flotilha do Mato Grosso

Por Luiz Eduardo Silva Parreira

O então U-20 Leverger, ancorado
perto do Forte de Coimbra (1984)
Ladário, cidade do Mato Grosso do Sul, vizinha de Corumbá, é a casa da Flotilha do Mato Grosso. Vez por outra, as revistas especializadas publicam informações desse braço da marinha pouco conhecido: aquela que navega por rios ou brown navy.

Nessas publicações, destacam-se as organizações militares do 6º Distrito Naval e, claro, fotos dos navios que a Marinha mantém lá.

O mais famoso deles é o Monitor Parnaíba, o mais antigo navio em serviço na MB. Sua história é incrível e realmente digna de relato.

Monitor U17 Parnaíba.
Fonte: site Poder Naval
Mas há um navio - que não sei o porquê - NUNCA aparece nas reportagens. É a Embarcação de Apoio Fluvial (EApFlu) Leverger U-20, que bem poderia ser rebatizado de O Fantasma de Ladário ;-)

EApFlu Leverger já como apoio fluvial GrEPD-01
Fonte: Marinha do Brasil
Segundo a Marinha, o Leverger-GrEPD-01 foi a primeira embarcação a ostentar esse nome em homenagem ao Chefe-de-Esquadra Augusto João Manuel Leverger, Barão de Melgaço. Foi construída na Base Fluvial de Ladário, tendo seu batimento de quilha ocorrido em 07 de julho de 1945, ficando subordinada àquela base até 09 de setembro de 1987, quando era então o Rebocador "Antonio João". Atualmente esta subordinada ao Grupo de Embarcações de Patrulha e Desembarque.

O Leverger e o Pirajá P-11.
Fonte: Marinha do Brasil
A transferência de subordinação da embarcação ocorreu devido a ela ser empregada diversamente, desde a década de sessenta, em Operações Ribeirinhas, como embarcação de transporte e apoio do "Figurativo Inimigo" (ou seja, além de não aparecer em lugar nenhum; quando aparece, é o inimigo, é mole?!).

Atualmente continua sendo bastante utilizada para esta aplicação, em proveito do adestramento dos navios subordinados ao Comando da Flotilha de Mato Grosso, devido a Embarcação de Apoio Fluvial Leverger possuir características como pequeno calado e desenvolver boa velocidade, que contribuem para seu emprego em Operações Ribeirinhas.

De acordo com os pesquisadores do Navios de Guerra Brasileiros, no período de 16 a 31 de janeiro de 1995, realizou, junto com o NTrFlu Paraguassú - G-15, comissão de ACISO nas proximidades das cidades de Barão de Melgaço e Santo Antonio de Leverger, às margens do Rio Cuiabá, no Mato Grosso. Em Santo Antonio do Leverger, os navios foram visitados pelo Governador do Estado, Dante Martins de Oliveira.

O Leverger U-20 e o Potí P-15, no Rio Paraguai.
Fonte: Marinha do Brasil
Entre 13 e 21 de setembro de 1997, participou da Operação RIBEIREX-PANTANAL-II/97, realizada na região de Forte de Coimbra. Esse operação, contou com a participação do NTrFlu Paraguassú - G-15, AvTrFlu Piraim - U-29, NPa Pirajá - P-11, NT Potengi - G-17 e EApFlu Leverger - U-20, GptFNLa, helicópteros dos Esquadrões HU-1, HU-2 e HU-4, de um destacamento do GruMEC, elementos do 2º Btl FN "Humaitá", destacamento do BtlOpEs "Tonelero", um destacamento da Cia. de Comunicações e aeronaves AT-27 Tucano da FAB.

O U-20 diante do bicentenário Forte de Coimbra.
Fonte: Marinha do Brasil
Entre 13 e 22 de outubro do mesmo ano, participou da Operação CONJUNTEX-II/97, realizada na região do Fecho dos Morros, no Rio Paraguai, envolvendo também o AvTrFlu Piraim - U29, e meios do Grupamento de Fuzileiros Navais e do Exercito Brasileiro.

Flotilha do mato Grosso
Fonte: marinha do Brasil via Poder Naval
Em 2011, a Marinha do Brasil participou da Operação Ágata 3, de 22 de novembro a 7 de dezembro. A operação contou, também, com a participação das demais Forças Armadas distribuídas nas fronteiras Norte e Centro-Oeste do Brasil. Com 1400 militares de um efetivo de quase 7 mil homens das Forças Armadas, a Marinha do Brasil atuou na realização de Patrulhas e Inspeções Navais e no controle das calhas fluviais, com o apoio de outros órgãos federais e estaduais. O propósito principal da Operação foi reduzir as ações do crime organizado e, consequentemente, os índices de criminalidade na faixa de fronteira. Além disso, foi intensificada a presença das Forças Armadas na região e incrementado o apoio à população local. 


Um pouco da Flotilha do Mato Grosso


Na Operação Ágata 3, foram abordadas pela Marinha do Brasil 1329 embarcações, sendo apreendidas 7 e notificadas 28. Cerca de 24.280 quilômetros de hidrovias foram navegadas pelos meios navais empregados. A Marinha empregou na Operação navios, helicópteros, tropas de fuzileiros navais e diversas embarcações. Dentre os meios empregados, destacam-se: o Monitor Parnaíba; o Navio Transporte Fluvial Paraguassu; os Navios-Patrulha Penedo, Piratini, Poti e Pirajá; o Aviso de Transporte Fluvial Piraim; o Navio de Apoio Logístico Fluvial Potengí; o Navio Patrulha Amapá; a Embarcação de Apoio Fluvial Leverger, Lanchas de Apoio ao Ensino, Lanchas Patrulha e botes. 


Um Helicóptero IH-6B “Bell Jet Ranger” foi utilizado em ações de fiscalização de embarcações, em cerca de 2,5 mil quilômetros de rios. Neste período, a Marinha utilizou, ainda, os Navios de Assistência Hospitalar “Doutor Montenegro” e “Tenente Maximiano”, em Ações Cívico-Sociais direcionadas às populações carentes de diversas localidades, disponibilizando atendimento médico e odontológico, distribuindo medicamentos gratuitamente e aplicando vacinas
.
    
Dados da embarcação:


D a t a s 
Batimento de Quilha: 07/07/1945
Lançamento:
 15/08/46
Incorporação:
 11/06/49 

 
C a r a c t e r í s t i c a s 
Deslocamento: 80 ton.
Dimensões:
 22,97 m de comprimento, 5,05 m de boca e 1,65 m de calado.
Propulsão:
 01 motor diesel Scania.
 
Eletricidade: 
01 motor diesel-gerador MWM
 
Velocidade:
 13 Km/h subindo o rio e 19 Km/h descendo o rio 
Raio de Ação:
 1900 Km
Armamento:
 xxx.
Sensores:
 MARINE RADAR FURUNO MOD 1621 MK 2 e 100 SX SINGLE BEAM HQMMINBIRD/200 KHZ
Código Internacional de Chamada:
 xxx
Tripulação:
 01 
oficial e 11 praças

Relação de Encarregados
 09/09/1987 à 11/12/1987 - Capitão-Tenente Raimundo Nascimento de Souza 
 11/12/1987 à 24/03/1988 - Capitão-de-Corveta Enílson Vilela de Albuquerque 
 24/03/1988 à 30/03/1989 - Capitão-Tenente César Augusto Macedo Fernandes Más 
 30/03/1989 à 10/04/1990 - Capitão-Tenente Marcus Vinícius Guerra 
 10/04/1990 à 18/04/1991 - Capitão-Tenente Márcio Ferreira de Mello 
 18/04/1991 à 05/07/1991 - Capitão-Tenente Paulo Roberto Ramalho 
 05/07/1991 à 11/01/1993 - Capitão-Tenente Geraldo Cesar Nunes Gontijo 
 11/01/1993 à 16/12/1994 - Capitão-Tenente Cesar Cajueiro Pimenta 
 16/12/1994 à 22/03/1995 - Primeiro-Tenente Renato da Silva Baião 
 22/03/1995 à 29/01/1996 - Capitão-Tenente Ludley de Almeida Junior 
 29/01/1996 à 06/02/1997 - Capitão-Tenente Celso Luiz Gonçales da Costa 
 06/02/1997 à 14/02/2000 - Capitão-Tenente  Geraldo Luiz Camara 
 14/02/2000 à 31/01/2002 - Capitão-Tenente  Carlos Alexandre Basílio Xavier de Souza 
 31/01/2002 à 30/01/2004 - Capitão-Tenente Marcelo Baptista Santos 
 30/01/2004 à 08/06/2005 - Capitão-Tenente  Pierre Paulo de Cunha Castro 
 08/06/2005 à 02/04/2007 - Capitão-Tenente Luciano Eni da Silva 
 02/04/2007 à 02/04/2009 - Capitão-Tenente Marco Aurélio de Castro Farias 
 
 02/04/2009 (atual)           - Capitão-Tenente Alexander Thomaz Arruda


Agradecimentos ao Contra-Almirante Savio e Capitão-Tenente Thomaz, pelos dados e fotos desse navio tão pouco divulgado.

... Mas ai, em 2014, esse pequeno naviozinho perdeu até o nome. A Marinha do Brasil incorporou o Navio de Transporte Fluvial Almirante Leverger (G-16). Sim, Leverger! O Almirante Leverger é o ex-Navio “ALBATROZ”. E o outro, que nome tem agora? Nenhum, passou a ser apenas o apoio fluvial GREPD-01. Voltou outra vez aos bastidores. Nem o código restou, pois a designação U-20 passou a ser do Navio-Veleiro Cisne Branco.


O NTrFlu Almirante Leverger G-16, no cortejo fluvial na festa de
Nossa Senhora do Carmo do Forte de Coimbra.


Características do navio: 
– Comprimento total: 44m 
– Boca: 10m – Calado moldado de projeto: 1,10m 
– Deslocamento leve: 231,9 ton 
– Deslocamento carregado: 285,9 ton 
– Raio de ação: 1800 milhas náuticas 
– Velocidade de serviço: 12 km/h 
– Autonomia: 30 dias de operação
– Capacidade de operar com aeronave de asa rotativa 


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Iran's Kamikaze Hormuz Threat

Will Tehran really shut off one of the world’s most important oil chokepoints? Only if it is truly desperate.


BY AFSHON OSTOVAR | JANUARY 9, 2012

When Iran's vice president, Mohammad Reza Rahimi, declared on Dec. 27 that "not a drop of oil will pass through the Strait of Hormuz" if Western countries followed through with threats of escalated sanctions over its nuclear program, the world sat up and took notice. Since then, tensions have run high in the Persian Gulf, with Iran holding naval exercises and U.S. Secretary of Defense Leon Panetta warning Iran that closing the strait would be a "red line" for the United States.

 

Newspaper headlines are warning of a possible conflict breaking out over one of the most important shipping lanes on the planet, through which almost 20 percent of the world's oil passes each day. Analysts and commentators can't seem to decide how seriously to rate this risk: They have generally argued that Iran's military (and especially naval) capabilities are either insignificant or extreme threats to U.S. and allied forces in the region. So which is it? Is the Iranian navy as dangerous as it claims to be? Can Iran really shut the Strait of Hormuz?

The truth is that Iran does possess a number of tools to harass, challenge, and even harm opposing naval forces, but its overall arsenal is limited, ramshackle, and untested in combat. Iran's military commanders know that their naval capabilities are ill-suited for direct engagement with U.S. forces. Iranian traditional naval vessels and aircraft are no match for their American counterparts, and Iran possess too few of both to endure any extended engagement. Unable to challenge U.S forces with equal strength and firepower, Iran's military planners have designed "asymmetric" tactics that utilize the greater speed and agility of their maritime assets

  

Iran's small boats and midget submarines would be central to any Iranian naval engagement, and are likely the ones that would be the most difficult to initially counter. Iran has also produced thousands of naval mines, which could be littered throughout strategic sea lanes in the Persian Gulf or employed as defensive measures around key Iranian maritime infrastructure. The United States has the capability to effectively deal with naval mines, but their use by Iran would certainly complicate maritime traffic for a period of time.

This asymmetric approach to warfare, which is borne out of Iran's longstanding technological disadvantages vis-à-vis the United States and its allies, is the military basis for its particular threat to close the Strait of Hormuz. Iran cannot compete with U.S. forces directly, but the collective marshaling of its maritime assets (mines, small boats, midget subs, etc.) could severely test the United States' ability to maintain security in the Persian Gulf. 

Estreito de Ormuz
Closing the Hormuz strait -- or more likely, creating a hostile environment in the Gulf that leads to a drastic decline in maritime shipping through it -- is probably the most extreme and certainly the most politically and economically damaging act that Iran's maritime forces could achieve. While the impact this would have on Iran, the United States, and Arab states in the region, is debatable, Iran understands that few if any would like to find out. This is Iran's answer to the United States' "all options on the table," and for all of its saber-rattling and exaggerated bluster, is something its forces could accomplish.

Yet, as Chairman of the Joint Chiefs of Staff General Martin Dempsey recently stated, Iran's ability to keep the strait closed or constricted would likely be short lived. Because of the military operations that would be involved, and the damage it would do to the economies of the region, closing the strait would likely be considered an act of war against the United States and its Gulf allies. U.S. retaliation against Iran would thus be a near certainty, putting at risk much of Iran's maritime and littoral military assets. The United States could end up destroying much of Iran's navy, air force, and land based artillery just to clear the way for re-opening the strait. The United States might also take the opportunity to target Iran's nuclear sites, if not move to topple the Iranian regime altogether. Regional opinion (especially that of the United States' Arab allies) will most likely support military operations in such a context, and the international community will be hard-pressed not to support military action against an Iran that is willing to jeopardize world petroleum and gas markets for its own political purposes.

None of this means Iran's bluster should be dismissed. Iran has the capability to challenge U.S. naval forces and the ability to close the Strait of Hormuz, albeit for a limited period. There is no question that U.S. commanders take the threat that Iranian forces pose seriously. However, while Iran might have an advantage in limited, asymmetrical attacks, that advantage quickly dissipates in an open and extended conflict. A war with the United States -- especially if it included an Iranian attempt to close the Hormuz strait -- would have devastating effects on Iran's economy, military, regional relations, and international standing. Thus, initiating a conflict with U.S. forces, particularly a maritime conflict, would be a last-ditch, kamikaze act by the Iranians. Iranian leaders understand this, which is why their strategy up until now has been focused on preventing outright conflict with the United States.

Some Iranian military commanders, however, express confidence in Iran's ability to control Persian Gulf waters in a conflict scenario. Admiral Ali Fadavi, the commander of the Revolutionary Guards' navy, recently pointed to Iran's naval engagements during the so-called "tanker war" of the 1980s as proof that its forces could be successful against the United States. Yet the historical record really holds the opposite to be true. 

The weapon of choice in the Tanker War: Mirage F.1EQ-5, designed and built specially for the IrAF, launching an AM.39 Exocet during the trials in the Gulf of Biscay, in 1982. The IrAF started using the Exocet already in October 1981, six months before the Falklands War – and with slightly more success than the Argentineans. But, with the time and for a number of reasons – including the improved construction of modern merchant ships, introduction of improved countermeasures by Iranians, a highly effective convoy system, and poor Iraqi targeting procedures – this expensive weapon remained relatively ineffective, and could never seriously threat the flow of Iranian oil exports. Out of over 400 strikes in which some 600 Exocets were expended, some 250 hits were scored, causing a loss of 115 ships (less than 1% of all the ships which were underway through the Iranian side of the northern Persian Gulf between October 1981 and June 1988). Font: ARABIAN PENINSULA & PERSIAN GULF DATABASE.

Although Iranian forces were able to attack and damage civilian shipping vessels during that period, and obstruct maritime traffic with naval mines, they proved to be outmatched by the mostly defensive countermeasures of the United States. What is more, Iran was far more desperate during this period, and the tanker war was effectively the last gasp of Iranian military ambition during a nearly eight-year war with Iraq. The United States was also trying to limit its participation in the conflict, and did not deem Iran a big enough threat to enter into a full-scale war against it.

The situation is obviously very different today. Iran's domestic problems and the intense pressure of international sanctions appear to be rattling the nerves of Iran's decision-makers. The United States is leading the sanctions effort against Iran and has made clear that it will not allow it to develop a nuclear weapon. However, even now, when tensions are acute, an Iranian-initiated war looks like a distant possibility, as does a preemptive U.S. strike. Yet, as opportunities for compromise evaporate, and as relations continue to sour, the likelihood of war is steadily increasing.


Iran TV Shows Test Firing of Missile


Imagens de armamentos iranianos
Fonte: Iran - Preparing the Nation for War

*Afshon Ostovar is a senior analyst at CNA, a nonprofit research organization, and an adjunct professor at Johns Hopkins University. He is writing a book on post-revolutionary Iran, focusing on the Revolutionary Guards.