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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

I Jornada Cultural no Forte de Coimbra

Por Luiz Eduardo Silva Parreira


Nos dias 26, 27 e 28 de julho de 2013 aconteceu nas instalações do Forte de Coimbra a I Jornada Cultural no Forte de Coimbra, patrocinada pelo Comando Militar do Oeste (CMO). Desde a festa dos 200 anos do Forte de Coimbra, em 1975, foi o primeiro grande evento cultural que aconteceu no local com o intuito de divulgar aquela praça de guerra e seus heróis; afinal, é o único forte do Brasil que desde sua fundação, em 13 de setembro de 1775, entrou em combate por diversas vezes, sendo atacado por índios, espanhóis, paraguaios e (quase) por brasileiros (na revolução de 1932).

Mais de 40 pessoas, entre Historiadores, Professores, entusiastas, Militares, além de instituições como o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS), o IPHAN e a imprensa, foram convidados para participarem do evento, seja ministrando palestras ou coletando dados para pesquisas futuras e divulgação daquela área tão rica em história e belezas naturais. Neste post especial, contaremos como foi o evento, desde a ideia inicial, a saída para o Forte de Coimbra, os momentos na região até o retorno a Campo Grande, MS.


Formatura nas escadarias do Forte de Coimbra, nas comemorações dos seus 200 anos, em 1975.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira
 

Monitor U-17 Parnaíba dando salvas com tiros de seus canhões. Forte de Coimbra, 1975: 200 anos!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Aspecto do Forte de Coimbra quando dos seus 200 anos.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

A Ideia do Evento

A Ideia do evento surgiu de uma conversa que a Professora Rita de Cássia teve com o Comandante do CMO, General João Francisco Ferreira, quando das festividades da Retirada da Laguna. Ela ganhou força depois que o Gen. Ferreira comentou o assunto com o Capitão José Lourenço Parreira. Bom, o Cap. Parreira é um dos maiores conhecedores da história do Forte de Coimbra e que faz qualquer um se apaixonar por Coimbra depois de um dedo de prosa com ele sobre o tema. Pronto, nasceu a jornada! Agora ela tinha de sair do papel para a prática.

A partir dai coube ao Coronel Albuquerque organizar a parte logística-operacional, juntamente com a 5 Seção do Comando Militar do Oeste. Ao Coronel Robson, ficou a responsabilidade de organizar um livro com temas sobre o Forte de Coimbra.

Luiz Eduardo Silva Parreira e Coronel Robson. Gen. Ferreira e Capitão Parreira.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira.
Tudo foi meticulosamente planejado, a fim de que os convidados já sentissem desde de saída do CMO, o "the Army Way" em organizar, planejar e cumprir objetivos :-D

Convites e ofícios distribuídos, é hora de partir ...

Convite do evento.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Dia 26 de julho de 2013 - A partida rumo ao Forte de Coimbra.

Canhão de Artilharia de Costa Vickers-Armstrong Mk. XIX, 6 polegadas (152,4 mm) de 1917, que fica na frente do Comando Militar do Oeste.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

A viagem até o Forte de Coimbra ainda não é fácil. Ela é composta de duas etapas: a terrestre, até Porto Morrinho (cerca de 5 horas de Campo Grande em direção a Corumbá); e, a fluvial, descendo o rio Paraguai até Coimbra.

Muitas vezes li relato de viagens de exploradores e ficava me perguntando sobre alguns detalhes, que eu acreditava serem importantes, pois mostrariam a organização, a evolução da prestação de serviço naquela época, enfim, alguns pontos que vou tentar retratar aqui.

Saída de Campo Grande: ônibus de primeira qualidade, lanche (comumente chamado de catanho no Exército) de bordo, malas identificadas, sacola com lanche e material para anotação. Simplesmente excelente! Tá, meu nome veio Pereira, mas tudo bem =)
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Saímos às 06:30 do CMO rumo a Morrinho. Paramos depois de duas horas em Miranda e logo em seguida, seguimos destino. Note nas fotografias os materiais distribuídos durante a viagem, como pacotinho de APROVISIONAMENTO contendo o lanche. Aprovisionamento ... mais EB impossível!!!!

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Por volta das 12:00, chegamos a Porto Morrinho, quando embarcaríamos no Jaú do Pantanal, o bom e velho  Monitor U-17 Parnaíba, o navio mais antigo da Marinha, mas completamente restaurado para o moderno combate em ambiente "brown navy" (Marinhas de Águas Marrons: os rios). 


Ponte rodoviária Nossa Senhora do Pantanal sobre o rio Paraguai. Porto Morrinho fica do lado da ponte.
Arquivo pessoa de Luiz Eduardo Silva Parreira

Passadiço do Monitor U-17 Parnaíba.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Aqui podemos ver um exercício de tiro com o seu canhão de 76mm. BRAVO ZULU, Parnaíba!




Voltaremos ao U-17 mais adiante ...

A bordo, além de sua tripulação de combate, estava o Contra-Almirante Edervaldo, Comandante do 6 Distrito Naval, que recepcionou o General-de-Exército Ferreira com as devidas honras militares.

Monitor U-17 Parnaíba. Notar o novo macacão de cor azul, para as fainas diárias no navio. Antes o macacão era cinza claro.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

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Para receber os 40 convidados da I Jornada Cultural, o 6 Distrito Naval soube arrumar o navio e destinou seu heliponto como a parte que os acomodaria. Almoçamos no navio. Nele ainda ocorreram duas palestras: a do Prof. Hildebrando Campestrini, do IHGMS, e a do Cel. Freitas, autor da Oração do Guerreiro do Pantanal, que você pode conferir clicando no link.

Monitor U-17 Parnaíba acomodando os 40 convidados da Jornada Cultural.
Arquivo Pessoal Luiz Eduardo Silva Parreira

"Bolacha" do 6 Distrito Naval, presente do Capitão-de-Fragata Nicácio. Thanks!!!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Depois dessas duas excelentes palestras, foi distribuído aos presentes um livro contendo alguns artigos sobre o Forte de Coimbra, os quais tivemos a honra de contribuir com dois deles, um dos quais, extraído das páginas do nosso blog. É mole?! Os artigos são: A fundação do Forte de Coimbra, Cel. Freitas; Ricardo Franco de Almeida Serra e a consolidação do Oeste brasileiro, Cap. Parreira; O Forte de Coimbra na Guerra do Paraguai, Luiz Eduardo Silva Parreira; Nossa Senhora do Carmo e os Militares, Cap. Parreira; Os bravos de Coimbra, Maj. Airton; Forte de Coimbra: seus brasões e estandartes, Luiz Eduardo Silva Parreira; além da biografia do Coronel Ricardo Franco de Almeida Serra e da Canção de Nossa Senhora do Carmo. 

Durante a viagem passamos por Porto Esperança, que deixará de ser um destacamento militar e passará a ser de responsabilidade do Poder Público Municipal de Corumbá. Nos idos dos meados de 1970, meu pai comandou esse destacamento.

Porto Esperança em 2013.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira


É em Porto Esperança que fica a belíssima ponte ferroviária Presidente Eurico Dutra. Iniciada ainda no governo Vargas e construída pela Leão, Ribeiro e Cia. Ltda, receberia o nome de Barão do Rio Branco. Mas foi rebatizada como ponte Presidente Eurico Dutra, em homenagem ao Presidente da República mato-grossense, que veio para sua inauguração.


Na fotografia o Presidente Dutra, quando da inauguração da ponte que leva seu nome, a bordo do Monitor U-17 Parnaíba. Notar que o canhão do Parnaíba nessa época ainda estava com o escudo.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira


Ponte Presidente Eurico Dutra vista do monitor Parnaíba, quando da sua inauguração, em 1947.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

A ponte Presidente Eurico Dutra, vista do Monitor Parnaíba, quase 70 anos depois.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Um pouco antes de chegarmos ao Forte de Coimbra, a 3 Companhia de Fronteira e Forte de Coimbra nos brindou com uma escolta. Saindo dos igarapés, surpreendeu a todos, demonstrando que está mui bem adestrada para o combate nos rios pantaneiros.

Guerreiros do Pantanal!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira
A proa do Parnaíba, uma lancha da 3 CiaFron e o Forte de Coimbra.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Escolta da 3 CiaFron/FC. Powers demais!!!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira



Chegamos em Coimbra já escurecendo e desta vez foi a 3 Companhia de Fronteira e Forte de Coimbra (3 CiaFron/FC)  quem recebeu o Comandante do CMO com as honras militares. Em forma o Comandante da 18 Brigada de Infantaria de Fronteira, General-de-Brigada Braga e o Comandante da 3 CiaFron/FC, Major Airton, além da tropa em uniforme histórico. A filmagem ficou meio escura, mas serve como registro :-D

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Abaixo, a 3 CiaFron/FC desfilando com o uniforme histórico!

Arquivo da 3 CiaFron/FC.

Por conta da quantidade de pessoas, alguns convidados ficaram no Hotel de Trânsito (HTE) da 3 CiaFron/FC e outros - eu um deles - ficaram em um PNR (próprio nacional residencial), especialmente arrumado para nos receber.

PNR que nos acomodou. Serviço de primeira!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira
HTE do Forte de Coimbra.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Na foto acima mostra amarrada junto ao HTE, a lancha Cmte. Balduíno. Essa lancha antes tinha dois andares e afundou no rio Paraguai em 1983. A história do seu resgate é uma epopeia na qual se destacam as figuras heroicas dos soldados Otávio de Souza e Ênio Paes Magalhães, que nadaram por quase duas horas rio Paraguai a dentro, até conseguirem socorro! Em outro post discorreremos sobre esse evento.


A lancha Comandante Balduíno em 1982, ainda com dois andares.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Todos os participantes receberam materiais sobre o Forte de Coimbra, além de um belo cartão de boas vindas do Comandante do Forte, Major Airton. Nos quartos também havia os horários das programações da I Jornada Cultural no Forte de Coimbra.

Material distribuído pela 3 CiaFron/FC.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Para marcar o fim do primeiro dia da I Jornada Cultural no Forte de Coimbra, uma pausa nos relatos para admirarmos o Forte de Coimbra. Este mosaico abaixo, assim como todas as outras fotografias do blog, estão em tamanho grande, para melhor visualização. Basta clicar para aumentar.

Forte de Coimbra.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Vista do setor sul, de onde vieram os ataques de 1801 e 1864.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Canhões Armstrong de 120mm, Nordenfelt 57mm e Whitworth 70 libras.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Canhão Whitworth 70 libras.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Bateria Ricardo Franco: canhões Armstrong de 120mm. 1907 e hoje (2013).
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Um dos lugares que fiz questão de visitar foi o local onde parte das muralhas ruiu. Hoje já restaurada, mas ainda pode ser ver a diferença entre as pedras originais e as mais recentes.

A parte destacada em vermelho é a parte reconstruída. A em verde, a muralha original.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Dia 27 de julho de 2013 - O dia das palestras, dos passeios e da Santa Missa.

O segundo dia de Jornada Cultural foi marcado pelas palestras dos representantes do IPHAN, Natália e Divaldo; pela minha e a do meu pai, Capitão Parreira. A do IPHAN e a minha ocorreram no auditório da 3 CiaFron/FC, que se encontra instalada no Quartel de Paz da Companhia. Na época dos fortes ainda em serviço, já na virada do século XIX para o XX, muitos deles - Coimbra incluso - tinham a fortaleza em si como Quartel de Guerra e outra parte, com as seções administrativas, no Quartel de Paz.

Instalações da 3 CiaFron/FC. Onde mais, que não no Forte de Coimbra, se usam balas La Hitte e de Whitworth 70 libras, como peso para os halteres?
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

A do Capitão Parreira foi sobre a indelével ligação entre Nossa Senhora do Carmo e o Forte de Coimbra e por isso ocorreu no Salão Paroquial do Santuário de Nossa Senhora do Carmo de Forte de Coimbra. 

Palestra Cap. Parreira e encenação do ataque paraguaio de 1864 contra o Forte de Coimbra, pelos alunos da Escola Ludovina Portocarrero. Eles se vestem com trajes da época. 
Algo espetacular quando se pensa no isolamento da região!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Uma foto histórica: na peregrinação de 1975, a imagem de Nossa Senhora do Carmo foi levada pelo Monitor Parnaíba =)




Obs.: As palestras foram deveras interessantes e serão retratadas num futuro post.

Ao final, as crianças alunas da Escola Ludovina Portocarrero cantaram o hino da Escola, de autoria do Capitão Parreira. Ele escreveu a música quando serviu em Forte de Coimbra, de 1974 a 1982. 30 anos depois, o hino ainda é cantado pelos alunos da escola!



Faz também parte da história da educação no Forte de Coimbra minha mãe, Professora Nilze Silva Parreira. Leia mais aqui.

De se registrar que a Escola Ludovina Portocarrero foi fundada em 09 de março de 1937 com o nome de Escola Forte de Coimbra. Mais tarde foi rebatizada de Ludovina Portocarrero, em homenagem à esposa do Tenente-Coronel Portocarrero. Foi ela quem teve a inspiração de pedir ao músico Verdeixas para erguer a imagem de Nossa Senhora do Carmo por sobre as muralhas do Forte de Coimbra e que fez cessar o ataque paraguaio ao Forte, em 1864.

Após as palestras os convidados tiveram tempo livre para excursionarem pela área do Forte. Primeiro fomos ao mirante, onde estão dois Armstrong de 6 polegadas e 2 Vickers-Armstrong também de 6 polegadas. Os primeiros de 1897 e os últimos, de 1917, mas que vieram para o forte; aqueles, na década de 40 e estes, na década de 80.

À minha direita, um dos Armstrong 6". E à minha esquerda, um dos Vickers-Armstrong 6".
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira


E olha o que ainda está em Coimbra: os refletores de artilharia! Lá existem dois: um guardado dentro do antigo paiol do mirante e outro, nas oficinas do Quartel de paz. Nossa, se Coimbra tivesse um museu d'armas!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira


Esses holofotes (searchlight em inglês), feitos para busca de alvos aéreos, eram usados pelo Forte de Coimbra para iluminar o rio em busca de embarcações inimigas para tiro noturno.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

A seguir, com a autorização do Major Airton e com o fundamental apoio do Sargento Dom Carlos, fomos à outra margem do rio Paraguai encontrar dois Armstrong de 6 polegadas que há quase 25 anos ninguém chegava e cujas últimas fotografias conhecidas eram da década de 50! 

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

O Forte visto da margem esquerda do rio Paraguai.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Depois dessa odisséia de se ir ao outro lado do rio, fomos ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo, onde recebemos o escapulário. Já aproveitei e deixei parte do meu badge no manto da imagem. Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

À noite teve o jantar de encerramento, no qual o Capitão Parreira, violinista de escol, às 21 horas, proporcionou aos presentes um recital para lembrar que no ataque de 1801, um outro violinista tocou seu instrumento em saudação à vitória, naquela mesma hora. 

O Cap. Parreira é o segundo violinista que pisa em solo coimbrense, desde 1801! (As fotos deste evento serão atualizadas em poucos dias :-)

Foi um evento ímpar, onde ao final, os generais e almirantes, cantaram seus dobrados favoritos, como o Nobre Infantaria e Cisne Branco!

Nesta noite todos os participantes receberam esta linda miniatura do Forte de Coimbra, que é feita por um soldado que serve no Forte.

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Dia 28 de julho de 2013 - O retorno a Campo Grande.

Na manhã de 28 de julho de 2013, deixamos o Forte rumo a Morrinho, outra vez à bordo do Monitor Parnaíba.

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

No navio, outra vez a Marinha do Brasil deixou o seu recado!

Foto oficial da I Jornada Cultural no Forte de Coimbra no Monitor Parnaíba.
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Cenas do Monitor Parnaíba. "Mas, Parreira, nas suas fotos das paisagens pantaneiras, sempre pega um pedaço do Parnaíba!", exatamente: navegar pelo Pantanal a bordo do Parnaíba não é qualquer coisa. Isso serve para mostrar (provar) que eu estava nele =)!!!!


Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Chegando a Porto Morrinho, o Gen. Ferreira desce do navio com as devidas honras militares.

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Entramos no ônibus, um Marcopolo/Scania ANTT 500212 modelo Paradiso 1600LD, placa NRZ-0927, da AquidauanaTur - o mesmo que nos havia levado - e voltamos para Campo Grande.

Ônibus com TV, catanho (lanche), chegada no CMO. Mais uma vez a 5 Seção foi impecável!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Com certeza a I Jornada Cultural no Forte de Coimbra cumpriu todos os seus objetivos. Diversos materiais culturais foram produzidos e que servirão de meio de divulgação da história do Forte. Muitos contatos foram feitos e muitos frutos ainda surgirão. Certamente, com a continuidade de eventos dessa natureza, o Forte de Coimbra terá seu valor reconhecido pelos brasileiros.

Aqueles que desejarem receber o livro da I Jornada Cultural no Forte de Coimbra, basta nos enviar um email. Temos poucos exemplares. Mas eles devem ser distribuídos Brasil e mundo afora!

Abaixo, alguns dos personagens que fizeram parte desse evento histórico!



Da esquerda para direita e de cima para baixo:

- Coronel Valdenir de Freitas Guimarães. Autor da Oração do Guerreiro do Pantanal. Ministrou a palestra O papel do Forte de Coimbra na fronteira Oeste do Brasil. Autor do Artigo A Fundação do Forte de Coimbra, no livro lançado na I Jornada Cultural no Forte de Coimbra. Em sua tese de Mestrado Presença Militar na territorialidade de fronteira: Potencialidades do Forte Coimbra no contexto do desenvolvimento local, citou como fonte bibliográfica o nosso blog =);

- Luiz Eduardo Silva ParreiraMinistrou a palestra A evolução das peças de Artilharia utilizadas pelo Forte de Coimbra, desde o Século XVIII até o Século XXIAutor do Artigo O Forte de Coimbra na Guerra do Paraguai e Forte de Coimbra: seus brasões e estandartes, no livro lançado na I Jornada Cultural no Forte de Coimbra;

- General-de-Brigada Edson Henrique Ramires, Comandante da 9 Região Militar - Região "Mello e Cáceres";

- General-de-Brigada Samuel da Silva Ricordi, Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste;

- Contra-Almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho, Comandante do 6 Distrito Naval;

- Luiz Eduardo Silva Parreira

- Capitão-de-Fragata Nicácio Satiro de Araújo, que nos presenteou com um agradável bate-papo sobre as tradições navais e história militar e uma "bolacha" do 6 DN!;

- Nossa Senhora do Carmo, a Padroeira do Forte de Coimbra e de toda fronteira Oeste!;

- Luiz Eduardo Silva Parreira;

- Divaldo Rocha Sampaio; Arqueólogo do IPHAN. Ministrou a palestra O patrimônio material do Forte de Coimbra: construções, emprego e manutenção;

- Sargento Dom Carlos, que nos levou aos velhos Armstrong do outro lado do rio Paraguai;

- General-de-Brigada Elias Rodrigues Martins Filho, Chefe do Centro de Operações do Comando Militar do Oeste (COp/CMO);

- Coronel Robson R. de Oliveira, o mentor por trás do livro da I Jornada Cultural;

- General-de-Brigada Pedro Paulo Mello Braga, Comandante da 18 Brigada de Infantaria de Fronteira. Anunciou em sua palestra a bordo do Monitor Parnaíba que de agora em diante firmar-se-á que o nome do Forte Coimbra será FORTE DE COIMBRA!;

- Major Airton Hilberto Corrêa, Comandante da 3 Companhia de Fronteira e Forte de Coimbra e que nos permitiu visitar os Armstrong do lado esquerdos do rio Paraguai. Juntamente com sua esposa, proporcionou uma recepção aos convidados nível 5 estrelas!;

- General-de-Exército João Francisco Ferreira, Comandante do Comando Militar do Oeste. Aquele que fez acontecer este grande evento!;

- Capitão José Lourenço Parreira, meu pai, o homem que faz com que quem converse com ele sobre o Forte de Coimbra, se apaixone pelo local, suas histórias e seus heróis. Ministrou a palestra Nossa Senhora do Carmo, protetora dos Heróis do Forte de CoimbraAutor dos Artigos Ricardo Franco de Almeida Serra e a consolidação do Oeste Brasileiro e Nossa Senhora do Carmo e o Militares, no livro lançado na I Jornada Cultural no Forte de Coimbra;

- Tenente Tapajós, que nos auxiliou no Forte de Coimbra;

- Professora Rita de Cássia, quem primeiro lançou a semente dessa Jornada para o General Ferreira;

- Professora Maria Teresa Garritano Dourado, autora do livro Mulheres comuns, senhoras respeitáveis, a presença feminina na Guerra do Paraguai;

- Professor Adriano Ortigoza, atual (2013) Diretor da Escola Ludovina Portocarrero e principal mantenedor das suas tradições;

- Luiz Eduardo Silva Parreira.

Há mais pessoas que fizeram esse grande evento acontecer. O grande articulador da I Jornada Cultural no Forte de Coimbra foi o Coronel José Monteiro de Albuquerque, atual (2013) Subchefe do Estado-Maior do CMO, que contou com a valiosa ajuda do Major Robson de Menezes Peroni Campos e sua equipe.

Voltaremos em breve, agora com fotografias oficiais do evento. As que aqui foram publicadas serviram para ilustrar essa magnífica I Jornada Cultural que, sem sombra de dúvidas, divulgou no mais alto padrão possível esse importante baluarte de nossa história!


O Forte de Coimbra e seus brasões e baluartes!
Arquivo pessoal de Luiz Eduardo Silva Parreira

Dos órgãos da imprensa que estiveram no evento, alguns materiais:

Reportagem de Thiago Andrade, do Correio do Estado: Sítio militar de MS fundado em 1775 é palco de jornada cultural

Reportagem da equipe da TV Campo Grande (SBT): 
Forte de Coimbra: os encantos da viagem até a fortificação militar

Forte de Coimbra: um passeio que alia cultura e belas paisagens

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Caro amigo leitor, caso tenhas alguma foto ou história sobre o Forte de Coimbra; ou, então reconheça alguém numa fotografia, até mesmo se acreditar que há algum dado que deva ser corrigido, por favor, nos contate! Escreva-nos e cite este update para que possamos manter viva a história contemporânea do Forte de Coimbra. 
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